diabetes

4 exames indicados para diagnóstico de diabetes

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 1 em cada 11 pessoas no mundo tem diabetes. No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, entre 2006 e 2016, houve um aumento de 60% no diagnóstico da doença.

Diabetes é uma doença causada pela ausência total ou parcial de insulina no organismo. A insulina é o hormônio responsável pelo aproveitamento da glicose como energia para o nosso corpo. Quando a sua produção está baixa ou ausente há dificuldade na queima do açúcar ingerido, e a glicose fica elevada no sangue.  Também pode ocorrer o diabetes mesmo com a produção normal de insulina, mas esta não consegue agir normalmente.   

Tipos de Diabetes

Na maioria dos casos, a doença é classificada em tipo 1 e tipo 2. Normalmente pacientes com diabetes tipo 1 apresentam os sintomas desde a infância ou adolescência, pois ela é uma condição crônica em que o corpo produz pouca ou nenhuma insulina. O seu aparecimento ocorre quando o sistema imunológico ataca as células beta e interferem na produção da insulina. Como resultado, a glicose se mantém aumentada no sangue, ao invés de ser usada como energia. A doença não tem cura, e os pacientes necessitam de reposição continuada de aplicação de insulina. 

Já o diabetes tipo 2 é o mais frequente na população adulta. Estima-se que 90% das pessoas com a doença apresentam esse tipo. É caracterizada principalmente pela incapacidade de a insulina processar corretamente a glicose do sangue. Reeducação alimentar e adoção de hábitos mais saudáveis são fatores chave no controle e até reversão da doença. Porém, em alguns casos pode ser necessária a utilização de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose. 

Diagnóstico de diabetes

Diante dos sintomas apresentados pelo paciente, o médico pode solicitar exames diferentes para confirmar o diagnóstico:

1. Glicose em jejum 

Deve ser feito depois de um jejum de pelo menos 8 horas. Os resultados do exame podem ser: normal (menor do que 100 mg/dl); risco de diabetes ( entre 100 e 126 mg/dl); diabetes (maior do que 126 mg/dl).

2. Teste de tolerância à glicose

Durante o teste, o paciente ingere um líquido que contém glicose e, após 2 horas, uma amostra de sangue é colhida para fazer a medição de glicose. Os resultados desse teste podem ser: 

  • normal (menor que 140 mg/dl); 
  • risco de diabetes (entre 141 e 199 mg/dl); 
  • diabetes (igual ou maior que 200 mg/dl).

3. Teste de glicemia capilar

Um dos testes mais usados e mais rápidos. É conhecido como teste da picada no dedo. Ele é feito por meio da máquina de medição rápida de glicose (glicosímetro), que pode ser encontrada em farmácias comuns. Dá o resultado na hora. Glicemia muito elevada a qualquer hora do dia pode predizer a doença. 

4. Teste da hemoglobina glicada

É feito a partir do exame de sangue normal, e os seus resultados são: 

  • normal (menor que 5,7%); 
  • risco de diabetes (entre 5,7 e 6,5 %); 
  • diabetes (maior que 6,5 %).

O tratamento dependerá do tipo de diabetes desenvolvido pelo paciente e tem como objetivo controlar a glicose presente no sangue, assim como mantê-la em níveis normais. Desta forma, evitamos que apresente picos ou quedas ao longo do dia. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!

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Dra. Aidalina Nascimento

Posted by Dra. Aidalina Nascimento