Diabetes gestacional: causas e fatores de risco

Mulheres grávidas podem desenvolver um tipo específico e temporário de diabetes, chamado diabetes gestacional. Esse problema atinge de 2 a 4% das gestantes brasileiras.

Geralmente, a doença se desenvolve durante a segunda metade da gravidez e pode trazer complicações à saúde da mãe e do bebê. Entre seus desdobramentos estão prejuízos aos rins e hipertensão arterial.

Por isso, o ideal é que a mulher acompanhe com cuidado os níveis de glicose a partir da 24ª semana de gravidez. Então, fique atenta a qualquer sinal de sede constante, vontade frequente de urinar e cansaço fácil sem explicação. Estes são alguns sintomas característicos da doença. Nesse caso, é preciso procurar um médico e realizar exames de sangue e saber se você está desenvolvendo um diabetes gestacional. 

Quais são as causas?

Por um lado, a ingesta de muito carboidrato refinado como o açúcar. Por outro, o próprio organismo. Porque, durante a gravidez, os hormônios da mulher sofrem muitas alterações. E a placenta é um dos responsáveis por esse quadro, já que, naturalmente, ela produz diversos hormônios, à medida que vai se desenvolvendo a gravidez. Estes, por sua vez, reduzem a ação da insulina, fazendo com que as células não utilizem a glicose normalmente. Então, o pâncreas produz mais insulina para compensar esta situação.  

Quando essa compensação não ocorre, a mulher desenvolve o diabetes gestacional. Consequentemente há excesso de glicose no corpo da mãe e, por extensão, o bebê passa a receber mais glicose por meio da placenta. Isso pode afetar o crescimento e o bem-estar do bebê. Também a criança termina ganhando peso. Geralmente, os bebês nascem com mais de 4 kg.

Quais os fatores de risco?

Qualquer mulher pode desenvolver diabetes gestacional, mas algumas estão em maior risco devido aos seguintes fatores:

  • idade avançada na gravidez;
  • histórico familiar da doença;
  • ganho excessivo de peso durante a gestação;
  • sobrepeso ou obesidade;
  • gestação múltipla (gêmeos ou mais);
  • pressão alta durante a gravidez;
  • síndrome de ovários policísticos;
  • históricos de bebês grandes em outras gestações, de familiares diabéticos, ou mesmo de mãe da gestante com o mesmo problema;
  • gestações anteriores com bebê natimorto inexplicável;
  • tolerância à glicose diminuída ou glicemia de jejum alterada (níveis de açúcar no sangue altos);
  • aumento do líquido amniótico (uma condição chamada de polidrâmnio);
  • ser negra, hispânica, indígena ou asiática.

Como tratar o diabetes gestacional?

Portanto, o tratamento adequado pode garantir a saúde da mãe e do bebê. O ideal é uma alimentação bem equilibrada, que inclui frutas, legumes e grãos integrais, e a prática de exercícios físicos. O principal objetivo aqui é reduzir o nível de açúcar no sangue.

No caso de dieta e exercício não forem suficientes, pode ser necessário aplicar injeções de insulina para baixar o açúcar no sangue. 

Por fim, é importante lembrar que a negligência durante a gestação pode levar a diabetes tipo 2 prosseguido após o parto. Então, cuide bem de você e do seu bebê. 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!

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Posted by Dra. Aidalina Nascimento