hipotireoidismo

O que é hipotireoidismo e quais os tratamentos

O metabolismo do corpo humano é regulado pelos hormônios T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina). Tais hormônios são produzidos e liberados pela tireoide, importante glândula endócrina. Essa glândula, que está localizada no pescoço e tem o formato semelhante ao de uma borboleta, pode sofrer alterações e dar início a um distúrbio. Quando a produção de hormônios é excessiva, denomina-se hipertireoidismo. Quando a produção é ineficiente ou inexistente, denomina-se hipotireoidismo. 

Quais são as causas de hipotireoidismo?

Nos adultos, frequentemente, a baixa produção dos hormônios T3 e T4 é provocada por várias causas. A mais comum é uma doença autoimune da glândula tireoide. É mais conhecida como Tireoidite de Hashimoto. Outra causa é uma  deficiência nutricional. Por exemplo, a deficiência de iodo, zinco ou selênio. Esses minerais são importantes, tanto para a produção do hormônio, como para a conversão de T4 em T3. E, finalmente, alteração na hipófise com repercussão na tireoide, ou após cirurgia de tireoide.  

Em crianças, o déficit dos hormônios aparece, na maior parte dos casos, de maneira congênita. Naqueles bebês que já nascem com tal quadro devem ser diagnosticados e tratados rapidamente. Se isso não acontecer, eles correm o risco de ter sequelas graves como dificuldade de aprendizado e de crescimento e desenvolvimento. A detecção da falta dos hormônios em bebês é realizada logo após o nascimento, por meio do teste do pezinho. 

Fatores de risco

O hipotireoidismo é mais comum em mulheres, devido à interferência de fatores hormonais diversos. Mas qualquer pessoa pode desenvolvê-lo. Eis alguns fatores que propiciam: 

  • apresentar histórico na família;
  • ter tireoidite de Hashimoto;
  • fez tratamento com iodo radioativo;
  • tem mais de 50 anos;
  • está grávida ou no puerpério;
  • iniciou a menopausa;
  • recebeu algum tipo de radiação no pescoço;
  • fez alguma cirurgia na tireoide.

Sinais e sintomas

São sintomas manifestos do hipotireoidismo:

  • alterações de humor;
  • alterações na líbido;
  • anemia;
  • cansaço excessivo;
  • colesterol alto;
  • constipação intestinal;
  • depressão;
  • diminuição do apetite;
  • diminuição da frequência cardíaca;
  • falta de iniciativa;
  • ganho de peso;
  • intolerância ao frio;
  • pele seca;
  • pés e mãos gelados;
  • queda de cabelo;
  • unhas fracas e quebradiças;
  • sonolência.

Diagnóstico e tratamento

Para o diagnóstico, o médico avalia os sintomas relatados e solicita exame de sangue, para analisar se a glândula está produzindo a quantidade ideal de hormônios. Nesse exame, se verifica a quantidade dos hormônios T3 Livre, T4 Livre e TSH, a dosagem de anticorpos Anti-TPO e anti-tireoglobulina; e também a Tireoglobulina. É muito importante avaliar os minerais envolvidos. Outro exame solicitado para a confirmação do diagnóstico é a ultrassonografia. Nela é possível verificar se a glândula está inflamada,  se o tamanho e o formato da tireoide estão dentro dos padrões ou se há alguma outra alteração.  

O tratamento é realizado com base na reposição hormonal tireoidiana diariamente. A dose é ajustada de acordo com o déficit de produção de hormônios de cada pessoa. Por isso, o acompanhamento médico é imprescindível. 

O hipotireoidismo é uma patologia que pode não regredir. Nesse caso, o tratamento é realizado durante toda a vida. Mas, há casos em que a reposição dos minerais próprios pode normalizar os hormônios tireoidianos. 

Em todos os casos é fundamental fazer a modulação intestinal, pois a saúde do intestino está diretamente relacionada com a saúde da tireoide.

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Dra. Aidalina Nascimento

Posted by Dra. Aidalina Nascimento