O pé diabético é uma das complicações possíveis do diabetes. Essa doença, por sua vez, é uma enfermidade crônica causada pela má função ou produção insuficiente de insulina, um importante hormônio responsável por regular os níveis de glicose no sangue e assegurar energia para o organismo.

Quer saber mais? Continue lendo e entenda melhor essa condição.

O que é pé diabético?

Como já vimos, é uma séria consequência do diabetes descompensado por longo período de tempo. Também já é sabido que diabetes é uma doença que atinge mais de 16 milhões de brasileiros. Quando o pâncreas não consegue produzir suficientemente a insulina, ou quando a insulina não desempenha seu papel adequadamente, é configurado um quadro de diabetes. E, a partir de então, a pessoa tem maior propensão a desenvolver o pé diabético.

Os níveis aumentados de glicemia podem fazer com que qualquer área dos pés que esteja machucada ou infeccionada desenvolva úlceras.

Por isso, qualquer ferimento que apareça nos pés de uma pessoa diabética, por menor que seja o machucado, deve ser tratado imediatamente. Isso evita o seu agravamento, que pode inclusive levar à amputação dos membros.

Quais são os sintomas de pé diabético?

Em primeiro lugar, é preciso entender que uma pessoa com diabetes descontrolada tem riscos reais de apresentar anormalidades no pé. Os principais sintomas de pé diabético são as alterações na temperatura, cor e sensibilidade. Pode haver deformidade nos pés e mudanças no aspecto dos tecidos da região, com presença de infecção, inflamação, queimação, além da redução da sensibilidade.

E os fatores de risco?

Fique tranquilo. A pessoa que tem diabetes não necessariamente terá pé diabético. Entretanto, é importante saber que alguns fatores associados aumentam significativamente as chances dessa complicação. É o caso dos níveis elevados de hemoglobina glicada e glicose, o que sinaliza o descontrole da doença.

Além disso, a falta de cuidado com os membros inferiores pode agravar o diabetes e, como consequência, o aparecimento de pé diabético. Por esta razão, todo diabético deve ficar sempre atento aos pés e unhas. Se possível, é melhor que sejam cortadas por enfermeiros ou podólogos. Os pés precisam se manter aquecidos e protegidos, sempre com calçados confortáveis para prevenir esse problema.

Outra medida indispensável consiste em inspecionar os pés, observando se há a presença de inchaço, vermelhidão, bolhas, proeminências ósseas, mudança no formato, alterações ou fungos nas unhas, entre outros sinais que indiquem a possibilidade de pé diabético.

Como tratar o pé diabético?

O primeiro passo para obter sucesso no tratamento é identificar precocemente a complicação. Por isso, quem tem diabetes deve fazer exames semestrais específicos para avaliar a saúde dos pés.

Outros cuidados incluem movimentar os pés para melhorar a circulação sanguínea e a oxigenação da área. Isso ajuda a impedir que o pé evolua com problemas de saúde, como trombose e isquemia.

A temperatura da água durante o banho não deve ser muito elevada (até 35°C) para evitar queimaduras capazes de gerar ou agravar úlceras já existentes.

Os sapatos devem ser macios e confortáveis, porém, nunca fechados demais, para que os pés respirem adequadamente. É importante evitar, também, andar descalço. Esse costume aumenta o risco de contaminações e ferimentos nos dedos, caso ocorra alguma topada que desencadeie lesões.

As unhas não devem ser cortadas no formato arredondado, pois a retirada dos cantinhos favorece o encravamento, que futuramente pode progredir para um ferimento.

Quer saber mais sobre pé diabético? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!