Prolactinoma

Prolactinoma: sintomas, causas e tratamentos

Prolactinoma é um tipo de tumor na glândula hipófise (também conhecida como pituitária). Pode ser benigno e  gera síntese excessiva do hormônio prolactina. Ainda que sejam incomuns, certos casos levam a complicações neurológicas devido à compressão ou à sua propagação para regiões adjacentes, como o nervo óptico.

Outros nervos localizados no seio cavernoso, próximos da glândula, também podem ser afetados. Para entender melhor sobre essa doença, continue com a leitura do texto.

Os principais indícios do prolactinoma e seu diagnóstico

Clinicamente, os sintomas estão associados à hiperprolactinemia, ou seja, o excesso do hormônio prolactina na sangue, como já vimos. 

Em mulheres, alguns dos indícios comuns são amenorreia (ausência de fluxo menstrual) e galactorreia (presença de leite na mama fora do período de gestação ou amamentação), infertilidade, ciclos menstruais irregulares e hirsutismo, que é a presença, em mulheres, de pelos em locais que, predominantemente, são peludos apenas nos homens. 

Por sua vez, nos homens, o tumor pode acarretar diminuição da libido, disfunção erétil, oligospermia e, em raros quadros, galactorreia e ginecomastia (aumento das mamas). Tanto os homens, quanto as mulheres ficam suscetíveis a desenvolver osteoporose precoce por causa do hipogonadismo existente. As massas tumorais de dimensões maiores, às vezes, ocasionam alterações visuais com risco de perder a visão e distúrbios nos nervos do crânio.

As causas para o crescimento atípico de células na hipófise são desconhecidas. Contudo, essa categoria de tumor aparece, sobretudo, em indivíduos mais velhos e é mais recorrente em mulheres. Conforme estudos mostram, não é possível afirmar de maneira conclusiva que o fator hereditário esteja presente na doença.

O diagnóstico do prolactinoma é confirmado pela ressonância magnética da glândula. Além disso a sua função é avaliada pela dosagem da prolactina sérica. Mas a prolactina elevada no sangue, na maioria das vezes, não significa um prolactinoma. Esse aumento pode estar relacionado a outras doenças como síndrome de ovários policísticos, hipotireoidismo, estresse crônico, traumas no tórax, insuficiência nos rins ou no fígado. É importante saber que certos remédios, consumidos por muito tempo, também podem elevar a prolactina.

Durante a gravidez e a amamentação é normal que haja o excesso de prolactina para ajudar no desenvolvimento da gravidez e na produção de leite para a amamentação do bebê. É fisiológico.

Tratamentos recomendados para o prolactinoma

Com relação ao tratamento, a abordagem medicamentosa é a mais comum. E o melhor, funciona muito bem para cerca de 80% dos casos. Muitas vezes reduzindo e até fazendo desaparecer o prolactinoma. Naqueles sem resposta  aos medicamentos ou que o tumor esteja comprimindo estruturas importantes do cérebro, a solução é a cirurgia. 

Após o tratamento, seja medicamentoso ou cirúrgico, os sinais e sintomas devem ser revertidos completamente. 

Esperamos ter esclarecido as suas principais questões acerca deste tumor de hipófise chamado prolactinoma.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!

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Dra. Aidalina

Posted by Dra. Aidalina