reposição hormonal

O que é reposição hormonal e quando é indicada

A menopausa é a fase natural da vida da mulher em que ela para de menstruar. Surgem, então, mudanças físicas e psicológicas, incluindo sintomas típicos como ondas de calor, suor noturno e distúrbios do sono. Um dos tratamentos para amenizar os sintomas é a terapia de reposição hormonal. Hoje, já se sabe que o termo mais adequado para esta situação é “modulação hormonal”.  

Essa modulação não precisa ser feita somente quando a mulher já entrou no período. Pode-se fazer também o tratamento durante o climatério, período de transição que pode durar até 5 anos, no qual os sintomas começam a aparecer. Tem mais, a recomendação é feita, principalmente, para os casos em que a ocorrência da menopausa é precoce, ou seja, antes dos 40 anos.

Além de minimizar as ondas de calor, o tratamento diminui o mal-estar e a perda de massa óssea, que pode levar à osteoporose. Ele ainda ajuda na lubrificação da vagina e protege o coração.

Nem toda mulher na menopausa precisa fazer terapia hormonal. Para cada uma é recomendado um tipo de tratamento específico.

Reposição hormonal ou modulação hormonal 

O tratamento consiste em repor a quantidade de estrogênio e progesterona que está faltando no corpo da mulher. 

Primeiramente porque o estrogênio é o hormônio responsável pela fixação do cálcio nos ossos. Assim ajuda na prevenção de osteoporose. Também é esse hormônio que mantém a textura normal da pele, dando seu aspecto jovial.  A progesterona ajuda a reduzir a ansiedade e aprofunda o sono contribuindo para mais vitalidade.  

Mesmo para as mulheres que retiraram o útero, é importante repor a progesterona.  

A reposição hormonal pode ser realizada de diferentes formas, afim de modular as quantidades circulantes de hormônios:

  • injetável: com aplicações mensais ou trimestrais; tem objetivo de cessar todos os sintomas da menopausa;
  • adesivo e gel: têm como vantagem a não interação com estômago e fígado;
  • anel vaginal: trocado uma vez por mês, libera menos hormônios no organismo devido à ação local.

Efeitos colaterais

Existe certa resistência ao tratamento hormonal, devido ao receio de se desenvolver câncer de mama, como apontaram estudos realizados do final das anos 90. Entretanto, não existe consenso sobre a questão. O que se sabe é que o tratamento feito com hormônios similares por muitos anos pode desenvolver alguns efeitos colaterais.

Por isso é muito importante escolher um método onde se usa moléculas bioidênticas desses hormônios.

O uso prolongado de estrogênio similar e não bioidêntico no tratamento de reposição hormonal, por exemplo, pode gerar sensibilidade mamária, inchaço, aumento de peso, dor de cabeça, alterações de humor, tontura, náusea, coagulação sanguínea excessiva e sangramentos, como os menstruais.

Para evitar isso, é mandatório que todo o tratamento seja personalizado para cada mulher.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!

Comentários
Dra. Aidalina Nascimento

Posted by Dra. Aidalina Nascimento