Estima-se que mais de 442 milhões de pessoas sofrem com o diabetes no mundo todo. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes (IDF), o número deve chegar a 592 milhões em 2035. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que existam cerca de 11 milhões de portadores da doença — sendo que 3,5 milhões ainda não sabem que têm a condição.
É, portanto, uma epidemia mundial. Pode estar relacionada ao envelhecimento da população, ao sedentarismo, a dietas pouco saudáveis e ao aumento da obesidade. Existem vários tipos de diabetes. Contudo, os mais frequentes são o tipo 1 e o tipo 2.
O tipo 1 é uma doença crônica que ocorre quando o pâncreas produz muito pouca ou nenhuma insulina. A insulina é um hormônio que ajuda o corpo a absorver e a utilizar a glicose dos alimentos. Sem insulina, os níveis de glicose tornam-se mais elevados que o normal.
Já o tipo 2 é uma doença crônica que ocorre por uma combinação de produção insuficiente de insulina e resistência do corpo a esse hormônio. O paciente produz menos insulina do que deveria, e ela ainda funciona mal. O tipo 2 está intimamente ligado ao sedentarismo e ao excesso de peso.
Sintomas do diabetes
Essa é uma doença silenciosa, cujos sintomas podem passar facilmente despercebidos. Mas alguns sinais do corpo podem sinalizar a patologia ou o início dela. Os principais sintomas são:
- excesso de urina: esse excesso, chamado de poliúria, é um dos primeiros sinais da doença. Quanto maior for a glicemia (concentração de glicose no sangue), mais intensa será a glicosúria (perda de glicose na urina). Então, maior será o volume de urina produzido ao longo do dia;
- sede excessiva: a pessoa urina em excesso. Com isso, perde mais água e pode ficar desidratada. Como a sede é o principal mecanismo de defesa do organismo contra a desidratação, os diabéticos sentem mais sede;
- cansaço excessivo: com essa circunstância da doença, as células do corpo ficam impedidas de receber o alimento de forma correta. Dessa maneira, compromete a obtenção de energia e gera cansaço, exaustão e fadiga;
- fome excessiva: como as células não conseguem obter glicose suficiente para gerar energia, o corpo interpreta a situação como se a pessoa estivesse em jejum.
- visão turva: o diabetes pode afetar o nervo óptico por causa dos níveis elevados de glicose no sangue. Isso deixa a visão desfocada e turva.
- perda de peso: as repentinas mudanças de peso estão dentre os sintomas do diabetes;
- dificuldade de cicatrização: a dificuldade em cicatrizar feridas ocorre pela diminuição da função das células responsáveis pela reparação dos tecidos;
- formigamento: tanto nas mãos como nos pés. É um sintoma da doença que pode indicar um dano nos vasos sanguíneos ou nervos.
O que fazer
É importante ressaltar que não é preciso apresentar todos os sintomas para ser considerado diabético. Por isso, a qualquer mudança no corpo ou suspeita de diabetes, procure um profissional especializado e faça seus exames de sangue. Quanto mais cedo descoberta a doença, mais fácil controlá-la e até revertê-la. A melhor escolha é sempre a prevenção.
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