A Organização Mundial de Saúde considera a obesidade um problema de saúde mundial. Piora com a estimativa de que, em 2025, mais de 700 milhões de adultos serão obesos. Acompanhando a tendência mundial, o Brasil tem, segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 20% da população com excesso de gordura corporal.
Apesar de estar quase sempre relacionada ao consumo excessivo de calorias e à falta de exercícios físicos, há outros fatores influenciando no grau de gordura de uma pessoa. Alguns deles são alterações hormonais, fatores genéticos, má alimentação, sedentarismo e distúrbios emocionais.
Como identificar o grau de obesidade
A obesidade é caracterizada pelo acúmulo abundante de tecido adiposo (gordura) no corpo. Para identificá-la, também é usado um parâmetro técnico, o Índice de Massa Corporal (IMC). É através dele que se identifica o grau da obesidade. É considerada obesa a pessoas que apresenta IMC superior a 30.
Calcule o IMC
O cálculo do Índice de Massa Corporal é o valor do peso dividido pela altura ao quadrado. Por exemplo, uma pessoa que pesa 80 quilos e mede 1,65:
IMC = 80 ÷ (1,60)²
IMC = 80 ÷ 2,56
IMC = 31,25
Nessa tabela, é possível conferir o nível do IMC:
| Baixo peso | entre 17 e 18,49 |
| Peso normal | entre 18,50 e 24,99 |
| Sobrepeso | entre 25 e 29,99 |
| Obesidade grau I | entre 30 e 34,99 |
| Obesidade grau II | entre 35 e 39,99 |
| Obesidade grau III (obesidade mórbida) | maior que 40 |
Tratamento tipos
O tratamento para o excesso de peso abrange desde mudanças no estilo de vida até procedimentos cirúrgicos. Cabe ao médico avaliar que métodos serão mais eficazes, de acordo com a situação de cada pessoa.
Educação alimentar adequada
Independente do grau do peso, a educação alimentar é a base de qualquer tratamento. É importante que a pessoa aprenda a fazer uma boa refeição, ter bons hábitos alimentares e garantir a ingestão de todos os nutrientes de que o organismo necessita. Além de emagrecer, deve-se priorizar ingerir bons alimentos e fazer trocas conscientes para que a dieta não seja temporária. Mas sim adotada para toda a vida.
Prática de atividade física
A prática de atividade física regular auxilia na queima de gordura e vários ajustes metabólicos. Por exemplo, reduz hormônios do estresse e aumenta hormônios do prazer. Além disso, contribui para o aumento da ação da insulina e melhora a sensação de bem-estar. A atividade física deve começar de forma leve, porém deve ser regular, entre 30 e 40 minutos por dia e pelo menos três vezes na semana. De acordo com o perfil do indivíduo, é necessária a supervisão de um profissional de educação física.
Tratamento medicamentoso
O uso de fármacos torna-se uma opção quando o tratamento baseado na educação alimentar e na prática de atividade física não são eficientes. Os medicamentos também são usados quando alterações emocionais, como ansiedade e depressão graves, também estão associados ao problema de excesso de peso.
Procedimento cirúrgico
Intervenções cirúrgicas são, geralmente, a última opção de tratamento. Cirurgia bariátrica é indicada para indivíduos com índice de massa corpórea acima de 40 e para aqueles que, mesmo com menor grau de gordura, apresentam doenças associadas ao peso como hipertensão grave e diabetes de difícil controle com altas doses de insulina, por exemplo.
Em última análise, a obesidade, independentemente do grau, é um problema que deve ser tratado. A principal razão é porque ela é fator de risco para doenças graves como patologias cardiovasculares, renais, digestivas, respiratórias, diabetes e, em alguns, casos câncer.
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