Você sabia que até 2025 haverá mais de 700 milhões de obesos entre a população mundial? Os dados são da OMS e o número alarmante confirma que a obesidade é uma questão de saúde pública. Só para você ter ideia da gravidade, um a cada oito adultos são obesos. Diferente do que muitos pensam, o impacto dos quilos a mais não se limita à aparência, uma vez que o peso excessivo é fator de risco para diversas doenças. É o que vamos conferir.
Doenças que estão associadas à obesidade
São muitas doenças correlacionadas com a obesidade. Entre elas, aqui estão algumas:
- apneia do sono;
- diabetes do tipo 2;
- colesterol alto;
- hipertensão arterial;
- osteoartrite;
- infarto do miocárdio;
- fibrilação atrial;
- cor-pulmonale;
- síndrome da hipoventilação;
- cardiomiopatia dilatada;
- asma grave;
- hérnias: de hiato e umbilical;
- refluxo gastroesofágico;
- cálculos na vesícula;
- pancreatite aguda;
- esteatose hepática;
- incontinência urinária;
- depressão;
- infertilidade;
- disfunção erétil;
- síndrome dos ovários policísticos;
- estigma social;
- ansiedade generalizada;
- hemorroidas;
- varizes, dentre outras doenças.
Durante muito tempo, se pensou que a obesidade ocorria, principalmente e na maioria das vezes, devido ao desequilíbrio entre o consumo e o gasto calórico. Isso é apenas um lado dessa questão. Hoje, a maioria dos estudos mostram outros caminhos para começar o excesso de peso. Nesse caso, o principal fator são as escolhas alimentares equivocadas, pouco nutritivas ao mesmo tempo que são inflamatórias para o organismo. Outro fator muito importante é o sedentarismo, não só a falta de exercícios físicos programados, mas também a falta de mobilidade para realizar as tarefas cotidianas. Mas, o que nem todos sabem é que a obesidade também pode ter causas endócrinas. Confira quais distúrbios endócrinos podem levar uma pessoa a se tornar obesa.
Disfunções endócrinas relacionadas à obesidade
1. Síndromes hipotalâmicas
O hipotálamo é uma região cerebral importante para a produção de hormônios essenciais para o bom funcionamento do organismo. Começa, então, uma cascata metabólica de estímulo e inibição hormonal. Primeiramente, esses hormônios hipotalâmicos enviam estímulos específicos para a glândula hipófise, também no cérebro. Esta, por sua vez, estimula glândulas como, tireoide, mamas, adrenal, testículos e ovários, por exemplo. Em situações em cujas funções do hipotálamo e da hipófise falhem, provavelmente vários hormônios ficarão desregulados, o que contribui para desajustes metabólicos e nutricionais. Consequentemente, essas alterações hormonais podem contribuir para obesidade.
2. Síndrome de Cushing
Nessa condição, a glândula adrenal é muito estimulada e, em resposta, produz muito cortisol. Como este é um hormônio corticoide endógeno, produz gordura de forma específica, ao mesmo tempo em que induz o inchaço. É uma doença endócrina grave e de difícil tratamento.
Portanto, é comum que pacientes com esta síndrome apresentem o rosto em formato de “lua cheia”, com bochechas bastante ressaltadas. Além disso, costuma ocorrer perda de gordura nos braços e nas pernas, bem como grande volume no tronco. Outra característica é o depósito de gordura na parte superior das costas.
3. Hipotireoidismo
O hipotireoidismo é uma alteração endócrina bastante comum, que potencializa as chances de desenvolver obesidade. Isso acontece porque o trabalho metabólico do organismo é lentificado pela redução da quantidade do hormônio tireoidiano. Isso pode atrapalhar a tarefa de gastar mais calorias do que consome. Vai depender do tempo de doença em que ficou descompensada e da grandeza dessa descompensação metabólica.
4. Estresse crônico mantido
Na atualidade, essa é a condição de desajuste metabólico mais comum. Isso acontece porque o corpo, sob estresse cronicamente, desajusta o funcionamento normal da glândula adrenal, que produz o cortisol. Este hormônio elevado no sangue aumenta a produção de gordura, ao mesmo tempo em que estimula a retenção de líquido. O resultado é o aumento de peso. Sem falar em outros inúmeros malefícios que o excesso de cortisol faz ao corpo. Por fim, não poderia deixar de mencionar o efeito colateral de medicamentos. Sabe-se que alguns medicamentos podem desajustar alguns hormônios, aumentar o apetite, interferir na absorção, secreção e excreção de substâncias, além de prejudicar o metabolismo. Nesse sentido, medicações que merecem cuidado são os corticoides exógenos, os anticonvulsivantes e psicotrópicos, como os antidepressivos. E pensar que o Brasil está entre os maiores consumidores de antidepressivos do mundo.


