As glândulas adrenais, também chamadas de suprarrenais, são glândulas endócrinas localizadas logo acima dos rins. Ao todo, os seres humanos possuem duas: a esquerda e a direita. Elas são divididas em córtex (porção externa) e medula (porção central). Ambas têm a função de secretar hormônios importantes, como a adrenalina, noradrenalina e o cortisol.
Algumas doenças podem, de uma forma ou de outra, prejudicar o funcionamento normal das glândulas adrenais. Com isso, pode haver o excesso ou a deficiência de determinados hormônios no organismo. Quer saber quais são as principais enfermidades que podem atingir as glândulas suprarrenais? Confira, a seguir!
Enfermidades que ocorrem nas glândulas adrenais
1# Feocromocitomas
São tumores, geralmente benignos, que se originam em células cromafins, localizadas na região medular das glândulas adrenais. Sua ocorrência é rara, tanto que pesquisas apontam que feocromocitomas acontecem em até 2 indivíduos, em cada 1 milhão de pessoas.
Quem apresenta essa condição tem maior propensão a sofrer com perigosas crises de hipertensão. Em alguns casos, essas crises podem ser fatais. Especialmente quando a pessoa se submete a anestesias, situações estressantes ou cirurgias invasivas.
Os sintomas dessa doença incluem:
- cefaleia (dor de cabeça);
- palpitações;
- sudorese excessiva;
- ansiedade intensa;
- sensibilidade alterada;
- tremores fortes;
- manifestações digestivas, como dores abdominais, náuseas e vômitos graves.
2# Hiperaldosteronismo primário
Nesse caso, as glândulas adrenais produzem excessivamente o hormônio aldosterona. Esse hormônio é fundamental para equilibrar os níveis de sódio e potássio no organismo.
Portanto, o excesso dele no sangue pode ocasionar retenção exagerada de sódio e água, o que resulta na elevação da pressão arterial. A pressão arterial muito alta, se não controlada, aumenta significativamente o risco de problemas graves, como derrame, infarto, insuficiência renal e cardíaca.
Cumpre salientar que esse quadro pode ser causado por hiperatividade das adrenais, tumores benignos nas glândulas, predisposição genética ou, até mesmo, câncer adrenal.
3# Insuficiência Adrenal
É uma doença na qual o córtex da glândula produz suficientemente os hormônios esteroides. Há basicamente duas formas de insuficiência adrenal: a primária e a secundária.
A primária recebe, também, o nome de Doença de Addison, uma rara condição em que as glândulas adrenais não fabricam cortisol em quantidade suficiente. A principal causa é autoimunes, ou seja, o próprio sistema de defesa do corpo ataca e destrói os tecidos adrenais. Outras causas possíveis são os sangramentos excessivos, infecções e remoções cirúrgicas das adrenais.
A insuficiência adrenal secundária, por sua vez, corresponde aos casos em que a glândula hipófise não envia sinais para as glândulas adrenais produzirem ACTH. Esse hormônio é responsável por estimular as suprarrenais a produzirem o cortisol.
O quadro pode ser decorrente de fatores, como o uso de medicamentos, tumores, efeitos da radiação, além de infecções na região da hipófise. Entre os sintomas estão a fadiga, redução do apetite, fraqueza muscular, perda de peso exagerada, náuseas, escurecimento da pele, irregularidade menstrual, etc.
4# Síndrome de Cushing
A Síndrome de Cushing ocorre pelo excesso do hormônio cortisol no organismo. O cortisol é produzido pelas adrenais e, em níveis normais, ele ajuda o corpo na manutenção da pressão, metabolismo energético, funções cardiovasculares e resposta ao estresse.
Os sintomas da síndrome incluem ganho de peso, diabetes, osteoporose, hipertensão, fraqueza muscular, fragilidade da pele, depressão, estrias violáceas, irregularidade menstrual e pelos em excesso. O problema pode também ser causado pelo efeito colateral de corticosteroides em uso crônico. Geralmente utilizado para tratar artrite, dermatites e asma, além do excesso de cortisol naturalmente produzido pelo corpo.
5# Hiperplasia Adrenal Congênita
Esta é uma desordem genética das glândulas adrenais. Rara, ela afeta 1 em 15.000 nascidos vivos. Tal condição é causada por um defeito nos genes responsáveis por controlar a produção de certas enzimas envolvidas no metabolismo do hormônio. Geralmente, a enzima prejudicada é a 21-hidroxilase.
A ausência desta enzima atrapalha a produção do cortisol e da aldosterona, além de aumentar a produção dos andrógenos. Seus sintomas podem incluir emagrecimento, vômitos, desidratação, genitália ambígua, etc. Os sinais, em alguns casos, só aparecem a partir da puberdade. Quer saber mais sobre as glândulas adrenais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!


