Você Sabe o Que é a Hiperprolactinemia?

Você sabe o que é a hiperprolactinemia?
Dra. Aidalina do Nascimento Costa
Dra. Aidalina do Nascimento Costa

Endocrinologia e Metabologia CRM-AM: 2422
Nutrição CRN-AM: 15028

A hiperprolactinemia é uma condição da qual, muito possivelmente, você nunca ouviu falar. Então, vamos lá. É uma alteração hormonal. E, se não for descoberta e tratada precocemente, pode causar males irreversíveis para homens e mulheres. Tais como a impotência masculina e a infertilidade feminina, além da redução da libido para ambos os públicos.

Foi pensando nos males e no próprio desconhecimento sobre essa alteração hormonal que separamos, neste artigo, um espaço bem completo para falar apenas dela. Vamos conferir?

Mas, afinal, o que é hiperprolactinemia?

É a produção exagerada do hormônio prolactina. Aquele hormônio que faz a mulher produzir leite durante a gravidez e a amamentação. 

Quem produz esse hormônio é a hipófise, uma glândula localizada na parte de baixo do cérebro. É importante saber que alteração nessa produção pode afetar tanto mulheres, quanto homens adultos. Geralmente em idade fértil (entre 20 e 50 anos), apesar de ser mais comum em mulheres. 

Quais são as causas desse distúrbio?

Vários fatores podem desencadear uma produção exagerada anormal do hormônio prolactina. Porém, os mais comuns são:

  • estresse emocional (principalmente após traumas);
  • hipotireoidismo primário;
  • síndrome dos ovários policísticos;
  • insuficiência dos rins;
  • lesões ou traumas na área torácica;
  • estímulo no mamilo;
  • efeito colateral após o consumo de determinados medicamentos;
  • tumor na glândula hipófise produtor de prolactina.

Como posso desconfiar da condição?

Quais são os possíveis sinais e sintomas de que o corpo está com a produção exagerada de prolactina?

Aqui estão alguns:

  • diminuição da libido;
  • infertilidade;
  • falta de menstruação (condição também conhecida como amenorreia);
  • ciclos menstruais irregulares (oligomenorreia);
  • disfunção erétil (para os homens);
  • para as mulheres, produção mamária mesmo sem gestação (galactorreia);
  • problemas nos ossos, tais como a osteoporose;
  • tumor localizado na glândula hipófise (visto na ressonância magnética).

Nem todos os sintomas são simples de identificar – e, mesmo quando são, podem estar atrelados a outras condições. Por isso, o ideal é manter os exames de sangue sempre em dia, além de investigar qualquer um dos sintomas citados anteriormente.

Há tratamento para a disfunção? Se sim, quais são?

Sim, a disfunção na glândula pode ser tratada – mas vai depender especificamente da causa que levou ao problema.

Sendo assim, a 1ª etapa do tratamento visa identificar qual a razão para a disfunção hormonal. Se for um medicamento, ele será suspenso e substituído por outro. Se for hipotireoidismo, a falta de reposição hormonal é que pode estar provocando a alteração e por aí vai.

De todo modo, apenas um médico especialista (endocrinologista ou ginecologista) poderá identificar tanto a causa para a ocorrência da hiperprolactinemia como o método de tratamento mais indicado para cada situação específica. Por isso, ao desconfiar de qualquer sintoma ligado a esse quadro, marque uma consulta com seu médico. Há solução sim.  

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!

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