A hiperprolactinemia é uma condição da qual, muito possivelmente, você nunca ouviu falar. Então, vamos lá. É uma alteração hormonal. E, se não for descoberta e tratada precocemente, pode causar males irreversíveis para homens e mulheres. Tais como a impotência masculina e a infertilidade feminina, além da redução da libido para ambos os públicos.
Foi pensando nos males e no próprio desconhecimento sobre essa alteração hormonal que separamos, neste artigo, um espaço bem completo para falar apenas dela. Vamos conferir?
Mas, afinal, o que é hiperprolactinemia?
É a produção exagerada do hormônio prolactina. Aquele hormônio que faz a mulher produzir leite durante a gravidez e a amamentação.
Quem produz esse hormônio é a hipófise, uma glândula localizada na parte de baixo do cérebro. É importante saber que alteração nessa produção pode afetar tanto mulheres, quanto homens adultos. Geralmente em idade fértil (entre 20 e 50 anos), apesar de ser mais comum em mulheres.
Quais são as causas desse distúrbio?
Vários fatores podem desencadear uma produção exagerada anormal do hormônio prolactina. Porém, os mais comuns são:
- estresse emocional (principalmente após traumas);
- hipotireoidismo primário;
- síndrome dos ovários policísticos;
- insuficiência dos rins;
- lesões ou traumas na área torácica;
- estímulo no mamilo;
- efeito colateral após o consumo de determinados medicamentos;
- tumor na glândula hipófise produtor de prolactina.
Como posso desconfiar da condição?
Quais são os possíveis sinais e sintomas de que o corpo está com a produção exagerada de prolactina?
Aqui estão alguns:
- diminuição da libido;
- infertilidade;
- falta de menstruação (condição também conhecida como amenorreia);
- ciclos menstruais irregulares (oligomenorreia);
- disfunção erétil (para os homens);
- para as mulheres, produção mamária mesmo sem gestação (galactorreia);
- problemas nos ossos, tais como a osteoporose;
- tumor localizado na glândula hipófise (visto na ressonância magnética).
Nem todos os sintomas são simples de identificar – e, mesmo quando são, podem estar atrelados a outras condições. Por isso, o ideal é manter os exames de sangue sempre em dia, além de investigar qualquer um dos sintomas citados anteriormente.
Há tratamento para a disfunção? Se sim, quais são?
Sim, a disfunção na glândula pode ser tratada – mas vai depender especificamente da causa que levou ao problema.
Sendo assim, a 1ª etapa do tratamento visa identificar qual a razão para a disfunção hormonal. Se for um medicamento, ele será suspenso e substituído por outro. Se for hipotireoidismo, a falta de reposição hormonal é que pode estar provocando a alteração e por aí vai.
De todo modo, apenas um médico especialista (endocrinologista ou ginecologista) poderá identificar tanto a causa para a ocorrência da hiperprolactinemia como o método de tratamento mais indicado para cada situação específica. Por isso, ao desconfiar de qualquer sintoma ligado a esse quadro, marque uma consulta com seu médico. Há solução sim.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!


