A insulina é um hormônio produzido no nosso próprio organismo. Em pessoas com diabetes, por exemplo, pode ser preciso aplicar esse hormônio para repor a quantidade que está faltando. Veja quando ele é preciso.
No diabetes
Diabetes é uma doença em que ocorre aumento da glicemia (açúcar no sangue). Isso acontece quando o pâncreas não é capaz de produzir a insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo. Por outro lado, porque esse hormônio não é capaz de agir de maneira adequada na célula. Nesse caso, a pessoa apresenta uma resistência à ação da insulina.
A condições equilibradas, a insulina leva a glicose até as células. É aí que a glicose será ou estocada, ou usada como fonte de energia pelo organismo. Então, se a sua produção diminuir, ou mesmo se ela não agir corretamente, aumentará a glicose no sangue. E, consequentemente, o diabetes. Em muitos casos, pode ser preciso aplicar a insulina sintética.
Mas, ao contrário do que diz o senso comum, a aplicação de insulina não causa dependência. Pelo contrário, ela oferece maior qualidade de vida às pessoas diabéticas.
Quando aplicar insulina?
Como já dissemos, muitas pessoas precisam aplicá-la para manter a glicose em nível normal no sangue. Pessoas com diabetes tipo 1, obrigatoriamente, aplicam uma ou várias injeções diárias, para regular os níveis de açúcar no sangue.
Já no diabetes tipo 2 é diferente. Há situações onde precisa de aplicação de insulina. Por exemplo, quando a dieta e os medicamentos antidiabéticos não conseguem controlar os níveis de açúcar no sangue. Ou o valor da hemoglobina glicada se mantiver acima de 7% por um tempo maior. Esse exame reflete o controle da glicose nos últimos três meses. E não deve ultrapassar a 5,5%.
Há também o tipo de diabetes que ocorre durante a gravidez, chamada de diabetes gestacional. Nesta fase, a grávida pode necessitar de tratamento com insulina, dependendo de cada gestante. Esse tipo de diabetes tende a desaparecer após o parto.
Cuidados ao aplicar a insulina
A insulina deve ser aplicada no tecido subcutâneo, para absorção adequada. Os locais recomendados são aqueles afastados das articulações, dos nervos, dos grandes vasos sanguíneos. Enfim, que sejam de fácil acesso, para que o próprio paciente possa fazer a aplicação. Então, os locais mais recomendados são coxas e abdomen, onde tem mais tecido subcutâneo e melhor absorção. Mas também pode ser aplicada nos braços, porém fica mais difícil para a própria pessoa se aplicar. Também a absorção é mais lenta.
É importante realizar rodízio dos locais de aplicação, não somente mudar os membros, mas também aplicar em diferentes pontos no mesmo membro. Com isso, previne-se uma alteração muito comum na pele que é a lipodistrofia. Se isso ocorrer, pode reduzir a ação da insulina no organismo.
Antes de aplicar, higienize as mãos e confira o prazo de validade da substância. Depois, selecione o local adequado e introduza a agulha no ângulo indicado. A recomendação é que as agulhas de 4, 5 e 6 mm sejam aplicadas em ângulo de 90º. E as agulhas de 8 mm, ou maiores, em ângulo de 45º. Após introduzir a agulha, injetar a substância e aguardar de 5 a 10 segundos para realizar a retirada. Idosos, crianças e gestantes necessitam de atenção especial e ajuda durante a aplicação.
Antes de iniciar o tratamento para diabetes, procure um profissional especializado, que indicará o tipo de insulina a ser utilizada, bem como os cuidados na sua aplicação.
E não se preocupe, a insulina não causa dependência. Mas pode salvar a sua vida.
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