Os rins são de vital importância para o corpo. São eles que regulam toda e qualquer substância em excesso no organismo e libera por meio do sistema excretor. Mas para que essa regulação funcione, os rins precisam da ajuda da glândula paratireoide, uma glândula minúscula, mas que exerce um papel importante em ajudar os rins a realizar o seu trabalho no organismo.
Mas por que a glândula paratireoide é importante?
O sistema endócrino é composto por outras glândulas que desempenham diversos papéis. Embora algumas sejam menores, o tamanho não significa que sua importância seja deixada de lado. No caso da glândula paratireoide é a mesma coisa. Ela é encontrada não só no corpo humano, mas em todos os animais, inclusive invertebrados.
Os rins trabalham na regulação de todo nutriente que entra no corpo, especialmente o cálcio e o fósforo. Mesmo sendo importantes para o fortalecimento e contração dos músculos, algumas vezes essa substância é encontrada em excesso no organismo. É aí que entra o papel desta glândula.
Produzindo um hormônio conhecido como Paratormônio ou simplesmente PTH, ela age nos rins e nos ossos. Suas ações primordiais são a liberação de cálcio e fósforo pelos ossos e, nos rins, a regulação do nível de cálcio e fósforo, além da produção de vitamina D. Caso esse equilíbrio não seja balanceado, o corpo não consegue absorver a quantidade necessária de vitamina D, prejudicando a qualidade do sistema sanguíneo, tanto para menos ou para mais. A principal função da vitamina D é atuar, em conjunto com o PTH, na manutenção dos níveis de cálcio no sangue.
A função principal das paratireoides é manter o nível de cálcio no sangue dentro do estreito limite adequado ao funcionamento dos sistemas nervoso e muscular.
Onde ela está localizada?
Como parte do sistema endócrino e o tamanho de uma ervilha, a glândula se encontra atrás da tireoide. Em geral, há 4 paratireoides, mas algumas pessoas têm 6 ou, até mesmo, 8 glândulas.
Nesses dois últimos casos, o médico endocrinologista avalia com cautela qualquer irregularidade na região, pois uma remoção involuntária poderia causar um desequilíbrio na absorção de nutrientes importantes.
Mas ela também pode ser encontrada em outras regiões do corpo. Parte do tórax, ou mesmo entre os pulmões, podem ser alguns desses locais em que a glândula pode estar.
Possíveis complicações
É raro ter uma complicação com a glândula quando ela está no seu devido lugar. A maior preocupação está quando ela é removida inadivertidamente numa cirurgia de tireoide.
Uma vez tirada, o indivíduo pode sofrer uma série de inconveniências no organismo.
- Alterações orgânicas: como a glândula precisa regular as substâncias para controlar as contrações dos músculos, há o risco de o indivíduo sofrer contrações musculares tetânicas ao ser retirada do corpo;
- Hiperirritabilidade: aqui a disfunção ocorre quando a produção do hormônio paratormônio é reduzida e assim causa acúmulo de fósforo no sangue e ausência de cálcio nos ossos.
O mais comum é o Hiperparatireoidismo Primário, onde a glândula produz excesso do hormônio PTH. A pessoa pode ter nenhum, pouco ou muitos sintomas dependendo do nível de excesso de cálcio no sangue, podendo até ser uma emergência. Felizmente a maioria é assintomática.
Outras doenças como osteoporose e cistos nos ossos podem ocorrer.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus.
Bibliografia:
Vilar, L. et al. Endocrinologia Clínica. 6ª ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara/Koogan, 2017.
Werner and Ingbar´s the Thyroid: a fundamental and clinical text. – 7th ed. /edited by Lewis E. Braverman, Robert D. Utiger; with 130 contributors; Lippincott-Raven; New York, 1996.


