O metabolismo do corpo humano é regulado pelos hormônios T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina). Tais hormônios são produzidos e liberados pela tireoide, importante glândula endócrina. Essa glândula, que está localizada no pescoço e tem o formato semelhante ao de uma borboleta, pode sofrer alterações e dar início a um distúrbio. Quando a produção de hormônios é excessiva, denomina-se hipertireoidismo. Quando a produção é ineficiente ou inexistente, denomina-se hipotireoidismo.
Quais são as causas de hipotireoidismo?
Nos adultos, frequentemente, a baixa produção dos hormônios T3 e T4 é provocada por várias causas. A mais comum é uma doença autoimune da glândula tireoide. É mais conhecida como Tireoidite de Hashimoto. Outra causa é uma deficiência nutricional. Por exemplo, a deficiência de iodo, zinco ou selênio. Esses minerais são importantes, tanto para a produção do hormônio, como para a conversão de T4 em T3. E, finalmente, alteração na hipófise com repercussão na tireoide, ou após cirurgia de tireoide.
Em crianças, o déficit dos hormônios aparece, na maior parte dos casos, de maneira congênita. Naqueles bebês que já nascem com tal quadro devem ser diagnosticados e tratados rapidamente. Se isso não acontecer, eles correm o risco de ter sequelas graves como dificuldade de aprendizado e de crescimento e desenvolvimento. A detecção da falta dos hormônios em bebês é realizada logo após o nascimento, por meio do teste do pezinho.
Fatores de risco
O hipotireoidismo é mais comum em mulheres, devido à interferência de fatores hormonais diversos. Mas qualquer pessoa pode desenvolvê-lo. Eis alguns fatores que propiciam:
- apresentar histórico na família;
- ter tireoidite de Hashimoto;
- fez tratamento com iodo radioativo;
- tem mais de 50 anos;
- está grávida ou no puerpério;
- iniciou a menopausa;
- recebeu algum tipo de radiação no pescoço;
- fez alguma cirurgia na tireoide.
Sinais e sintomas
São sintomas manifestos do hipotireoidismo:
- alterações de humor;
- alterações na líbido;
- anemia;
- cansaço excessivo;
- colesterol alto;
- constipação intestinal;
- depressão;
- diminuição do apetite;
- diminuição da frequência cardíaca;
- falta de iniciativa;
- ganho de peso;
- intolerância ao frio;
- pele seca;
- pés e mãos gelados;
- queda de cabelo;
- unhas fracas e quebradiças;
- sonolência.
Diagnóstico e tratamento
Para o diagnóstico, o médico avalia os sintomas relatados e solicita exame de sangue, para analisar se a glândula está produzindo a quantidade ideal de hormônios. Nesse exame, se verifica a quantidade dos hormônios T3 Livre, T4 Livre e TSH, a dosagem de anticorpos Anti-TPO e anti-tireoglobulina; e também a Tireoglobulina. É muito importante avaliar os minerais envolvidos. Outro exame solicitado para a confirmação do diagnóstico é a ultrassonografia. Nela é possível verificar se a glândula está inflamada, se o tamanho e o formato da tireoide estão dentro dos padrões ou se há alguma outra alteração.
O tratamento é realizado com base na reposição hormonal tireoidiana diariamente. A dose é ajustada de acordo com o déficit de produção de hormônios de cada pessoa. Por isso, o acompanhamento médico é imprescindível.
O hipotireoidismo é uma patologia que pode não regredir. Nesse caso, o tratamento é realizado durante toda a vida. Mas, há casos em que a reposição dos minerais próprios pode normalizar os hormônios tireoidianos.
Em todos os casos é fundamental fazer a modulação intestinal, pois a saúde do intestino está diretamente relacionada com a saúde da tireoide.
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