De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, cerca de 15% dos homens entre 50 e 60 anos apresentam a Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino (DAEM), mais conhecida como andropausa.
No processo de envelhecimento, a baixa produção de hormônios sexuais é uma condição já bem conhecida pelas mulheres. Nesse caso, a menopausa. Porém, poucos homens sabem que também podem ser acometidos por esse problema.
Então, vamos falar um pouco sobre esse tema que acomete a maioria dos homens após os 70 anos de idade. Contudo, alguns homens não apresentam deficiências em níveis para ter sintomas.
O que é andropausa?
Primeiramente, a Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino é uma condição fisiológica. Nesse caso, ela é caracterizada pela diminuição lenta e progressiva da produção da testosterona, o hormônio sexual masculino. Na verdade, já pode ocorrer a partir dos 45 a 50 anos de idade. É sabido que no homem, a testosterona é produzida nos testículos e nas glândulas suprarrenais. Mesmo sendo fisiológica, é uma condição classificada em primária, secundária e mista.
A andropausa primária, geralmente, ocorre devido a redução do tamanho dos testículos levando à baixa produção do hormônio. Já na andropausa secundária, a alteração se dá ou nas glândulas supra-renais, ou na hipófise ou até mesmo no hipotálamo. De todo modo, o resultado é a redução de testosterona. Mas, há casos de andropausa mista, um tipo mais raro, em que ocorrem eventos causais da primária com a secundária juntas.
Quais são os sintomas?
É importante saber que o hormônio masculino é responsável por agregar as características masculinas ao indivíduo, tais como, caracteres sexuais secundários, crescimento da próstata, dos pelos, do cabelo, da massa muscular, da massa óssea e engrossamento da voz. Mas, quando ocorre a deficiência de testosterona, o homem pode apresentar sintomas tais como:
- mudança de humor;
- fadiga;
- diminuição da libido;
- impotência;
- redução da quantidade e qualidade do esperma;
- perda de massa óssea e muscular;
- doença cardiovascular;
- diabetes;
- aumento do nível de colesterol;
- excesso de peso;
- aumento da pressão arterial.
Calma!!! Esses sintomas não são comuns a todos os casos. Variam conforme o estilo de vida adotado por cada indivíduo. Outra consequência da queda hormonal progressiva é a baixa da produção de espermatozoides.
Como é o tratamento?
A base do tratamento da andropausa é a reposição hormonal. De preferência, deve ser realizada até o fim da vida. A reposição pode ser feita de diversas formas, vejamos as mais comuns:
- Uso de adesivos que são colados nos braços, nas coxas, abdômen ou nas costas. É a forma menos invasiva e indolor de tratamento. Em contato com a pele, o adesivo libera hormônios lentamente no organismo.
- Aplicação de gel sobre a pele, tendo o mesmo processo de absorção que o adesivo.
- Aplicação de injeções de testosterona, conforme o grau de deficiência hormonal. Este é o método mais utilizado no Brasil. Todavia, é contra-indicada para pessoas em estágios avançados de doenças cardíacas, renais ou com excesso de cálcio no sangue.
Agora você já sabe tudo o que precisa sobre a andropausa. Porém, a confirmação do grau de deficiência e a prescrição do tratamento devem ser realizadas por um endocrinologista.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!


