Como Saber Se Tenho Diabetes?

Como saber se tenho diabetes?
Dra. Aidalina do Nascimento Costa
Dra. Aidalina do Nascimento Costa

Endocrinologia e Metabologia CRM-AM: 2422
Nutrição CRN-AM: 15028

Em média, 13 milhões de pessoas no Brasil têm diabetes, o que representa, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), cerca de 7% da população. A doença é caracterizada pela má ação ou pela deficiência na produção de insulina, hormônio que ajuda a levar a glicose para dentro das células. Esse hormônio é importante porque atua na quebra as moléculas de açúcar, transformando-as, dessa maneira, em energia para as células do corpo.

Quando esse processo é realizado de maneira deficiente, há um aumento da glicose no sangue. Como resultado, coração, olhos, rins e outros órgãos são afetados, podendo causar, inclusive, a morte. Conheça, agora, os tipos de diabetes e saiba como identificá-los.

Diabetes Tipo 1

No tipo 1 da doença, o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. Geralmente, surge na infância ou na adolescência e tem origem autoimune.

Alguns Sintomas

  • sede constante;
  • fome frequente;
  • vontade de urinar diversas vezes ao dia;
  • perda de peso;
  • fraqueza;
  • fadiga;
  • mudanças de humor;
  • náusea e vômito.

Tratamento

O tratamento para esse tipo de diabetes requer a aplicação diária de insulina, a fim de manter a glicose no sangue em valores normais. Dessa forma, o paciente deve medir frequentemente a concentração de glicose no sangue. Além disso, é obrigatório fazer uma dieta adequada para o caso.

Diabetes Tipo 2

O tipo 2 dessa doença crônica se caracteriza pelo não aproveitamento adequado da insulina. Como já vimos, esse hormônio ajuda a levar a glicose para dentro das células. Diante desse cenário, o pâncreas entende que deve produzir ainda mais insulina, já que ela não está atuando como deveria. Com o tempo, o órgão, devido ao excesso de produção, começa a apresentar falhas, fazendo com que o açúcar no sangue fique permanentemente alto.

Sintomas

Os sintomas do tipo 2 podem demorar a aparecer. Na maioria das vezes, eles são percebidos apenas quando a doença já está avançada. Os principais sinais são:

  • fome excessiva;
  • sede excessiva;
  • frequentes infecções na bexiga, rins e pele;
  • feridas que demoram para cicatrizar;
  • alteração visual;
  • formigamento nos pés e nas mãos;
  • vontade de urinar toda hora;
  • cansaço frequente.

Tratamento

O tratamento tem como objetivo baixar os níveis de glicose no sangue. Para isso, a pessoa deve:

  • praticar atividade física regularmente;
  • alimentar-se de maneira saudável;
  • utilizar os medicamentos indicados (se for o caso);
  • submeter-se à cirurgia metabólica, caso seja obeso mórbido ou super-obeso, por exemplo.

Gestacional

Apesar de ser temporária, já que normalmente desaparece com o fim da gravidez, esse tipo de diabetes é um fator de risco para o desenvolvimento da diabetes tipo 2.

Ocorre porque a placenta bloqueia parcialmente da ação da insulina e, para compensar esse bloqueio, o pâncreas entende, que é necessário produzir mais insulina para compensar essa resistência. Entretanto, em algumas mulheres, a insulina produzida não é suficiente para que o corpo processe da maneira correta a glicose que está em excesso na circulação. O risco do aparecimento dessa condição é maior, à medida que a placenta vai crescendo.

Sintomas

Apesar de ser praticamente assintomática, pode ser perceptível quando a taxa de açúcar no sangue estiver muito elevada. Nesses casos, é possível perceber sinais como:

  • mal-estar;
  • cansaço;
  • sede em excesso;
  • fadiga;
  • apetite elevado;
  • aumento da vontade de urinar.

Tratamento

O tratamento é feito, em grande parte dos casos, por meio de uma dieta rica em nutrientes. Além disso, se não houver restrição médica, é recomendável a prática de atividade física, que auxiliará na redução dos níveis glicêmicos.

O diabetes é uma doença séria que deve ser tratada, já que, além de prejudicar os órgãos e o funcionamento do organismo, ela é um fator de risco para outras doenças crônicas e degenerativas da saúde. No entanto, é possível saber quando as células betas do pâncreas produtoras de insulina estão em estresse metabólico, e por isso morrendo antes do tempo. Chama-se esse processo de apoptose celular. Isso é detectado pelo exame de sangue Homa-beta. Seu médico saberá avaliar e cuidar para que você não se torne um diabético tipo 2. Nesse caso, detecta-se quando ainda está em estado de pré-diabetes. Mas é possível reverter o processo. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!

plugins premium WordPress