Tudo o Que Você Precisa Saber Sobre Dislipidemia

Tudo o que você precisa saber sobre dislipidemia
Dra. Aidalina do Nascimento Costa
Dra. Aidalina do Nascimento Costa

Endocrinologia e Metabologia CRM-AM: 2422
Nutrição CRN-AM: 15028

Uma das consequências negativas da evolução tecnológica é o sedentarismo. Geralmente, uma pessoa sedentária desenvolve maus hábitos, entre eles o consumo excessivo de alimentos muito calóricos e cheios de gordura trans. Esse estilo de vida pode acarretar sérias doenças, como por exemplo, a dislipidemia.

Certamente, você já ouviu falar nessa patologia. Se não, fique tranquila. São poucos aqueles que já ouviram falar a respeito. Esse texto abordará o tema e o ajudará a entender o que precisa sobre a doença.

O que é dislipidemia?

É um distúrbio no metabolismo de gordura do organismo. Caracterizado pela alta taxa dos níveis de gordura no sangue, principalmente colesterol e triglicerídeos. O diagnóstico da doença pode ser feito por exame de sangue que apresente os níveis plasmáticos de colesterol total, de LDL-colesterol (colesterol agressivo), HDL-colesterol (colesterol protetor) e triglicerídeos. É importante também dosar o componente proteico dessas moléculas, ou seja, ApoA e ApoB.  Dessa forma, pode-se detectar o potencial aterogênico do LDL e o grau de risco cardiovascular da pessoa.

Quais são as causas?

A dislipidemia é classificada em dois tipos, de acordo com a sua causa.

O tipo primário está relacionado à genética do indivíduo, mas também pode ser desenvolvido devido a sedentarismo e maus hábitos alimentares.

O tipo secundário é decorrente de outras patologias, como por exemplo, diabetes, hipotireoidismo, obesidade, insuficiência renal, doenças das vias biliares, síndrome nefrótica, síndrome de Cushing, anorexia nervosa e bulimia.

O uso contínuo e excessivo de medicamentos para tratamento da acne, diuréticos, β-bloqueadores, anticoncepcionais ou de reposição hormonal ovariana também pode provocar o tipo secundário.

Conheça os sintomas

Essa é uma doença assintomática, ou seja, não apresenta sintomas claros e específicos. Dessa forma, a maioria dos diagnósticos que não se confirmam em exames de sangue de rotina são confirmados em estágios mais avançados.

Nesses casos, a doença pode provocar angina, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), bem como insuficiência vascular periférica.

Os sintomas são graves e podem causar até a morte.

Como é o tratamento?

A principal forma de tratar a dislipidemia é mudando o estilo de vida. A alimentação é o principal fator responsável por alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue. Assim, o indivíduo precisa optar pela ingestão de gorduras boas, contidas em legumes, vegetais, peixes gordos, azeite de oliva, nozes e amêndoas.

Para tratar um diagnóstico avançado da doença, existem medicamentos que promovem a redução do nível de colesterol e do triglicerídeo no sangue.

Com essas informações, você já conheceu um pouco mais sobre a dislipidemia. Para evitá-la, adote os princípios da medicina preventiva, ou seja, desenvolva hábitos saudáveis, tenha uma boa alimentação e pratique atividades físicas. É simples!

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!

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