Gordura no Fígado: Por que é Perigoso?

Gordura no fígado: por que é perigoso?
Dra. Aidalina do Nascimento Costa
Dra. Aidalina do Nascimento Costa

Endocrinologia e Metabologia CRM-AM: 2422
Nutrição CRN-AM: 15028

A gordura no fígado é uma condição hepática muito comum. Apesar de ser mais frequente em pessoas obesas, ocorre também em não-obesos. O fígado é um dos maiores órgãos do corpo humano. Muito importante, ele realiza centenas de funções essenciais no organismo, dentre elas podemos citar:

  • metabolismo, armazenamento e liberação da glicose;
  • metabolismo das gorduras e proteínas;
  • processamento de hormônios;
  • destruição de bactérias e células desgastadas, dentre muitas outras ações.

Como qualquer outra parte do corpo, o fígado também pode adoecer. As principais doenças hepáticas são as hepatites A, B, C, hepatite alcoólica, cirrose, hemocromatose e esteatose hepática. É justamente sobre esta última condição que vamos conversar hoje. Quer saber por que a gordura no fígado é tão perigosa? Leia o texto e entenda melhor.

O que é esteatose hepática?

A esteatose hepática é também chamada de infiltração gordurosa, fígado gorduroso ou doença gordurosa do fígado. Então, é um quadro caracterizado pelo acúmulo de gordura no parênquima do órgão. A gordura fica espalhada dentro do fígado todo.

Ela pode ser dividida em esteatose hepática alcoólica, que é causada basicamente pelo consumo abusivo e prolongado de álcool. E tem a esteatose não-alcoólica, que pode ser desencadeada também por outras doenças.  Dentre elas estão as hepatites virais, diabetes, resistência à insulina, obesidade, efeitos colaterais de medicamentos, desnutrição e perda rápida de peso. Entretanto, a principal causa de esteatose hepática ou acúmulo de gordura no fígado é o consumo regular de uma dieta com excesso de carboidratos refinados e ultra-processados ao longo da vida. Fique atento na quantidade desses carboidratos que você está consumindo.

Por que a gordura no fígado é tão perigosa?

O problema é que essa condição é silenciosa. Não dá sintomas até que você apresente uma doença como resultando dela. Na maioria das vezes você não sabe que é portador, porque não sente nada. Mas a esteatose pode ser uma condição grave, que pode trazer sérios danos para a sua saúde. Se o acúmulo de gordura for excessivo, ou persistir por um período prolongado, as células do fígado podem ser seriamente danificadas. Com isso, podem ocorrer alterações que ameaçam não só o bem-estar da pessoa, como também colocam em risco sua vida.

Quais as complicações causadas pela gordura no fígado?

Geralmente a esteatose não é um problema isolado. Como consequência, o excesso de gordura nas células hepáticas pode gerar outras doenças. Portanto, ela é evolutiva desde grau leve até grave. Com o tempo, vai se tornando mais séria, evoluindo para esteato-hepatite, cirrose hepática e até câncer de fígado. Em aproximadamente 20% dos casos isso pode ocorrer. Já é sabido que a alteração básica para isso é um quadro de inflamação crônica no órgão, induzida pelo excesso desses carboidratos refinados. É aí que se deve iniciar o tratamento. Melhorar essa inflamação.

Vale ressaltar que a cirrose hepática resultado de uma esteatose é uma doença tão silenciosa quanto perigosa. Ela consiste em lesões no fígado que, depois do processo de cicatrização, fazem com que o órgão perca suas funções, até chegar à completa falência. Todavia, se tratar a esteatose, você pode evitá-la.

Por isso, o melhor mesmo é prevenir. A prevenção consiste no controle do peso, adoção de hábitos alimentares saudáveis, abstenção de álcool, prática regular de exercícios, bem como do acompanhamento médico regular. Quanto antes a gordura no fígado for identificada, melhores serão as respostas terapêuticas.

Quer saber mais sobre gordura no fígado? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!

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