O bócio é um aumento no tamanho da tireoide, que pode ser visível ou não. Em alguns casos, esse aumento anormal da glândula é tão grave, que pode gerar uma espécie de bolsa no pescoço da pessoa.
Outra condição em que a tireoide pode se tornar visível é a formação de nódulos, o que se conhece como bócio nodular. No entanto, muitas vezes, são percebidos apenas pela palpação da glândula. O público mais afetado são as mulheres jovens, entre os 20 e os 40 anos. Mas, a alteração pode ter origem no nascimento. Nesse caso, se chama bócio congênito.
De qualquer forma, a principal causa para o desenvolvimento do bócio é a deficiência de iodo no organismo. Sem iodo suficiente no sangue, a tireoide não consegue produzir hormônios em níveis adequados, e pode gerar uma condição conhecida como hipotireoidismo.
Com isso, a glândula hipófise ou pituitária, presente no cérebro, entende que a tireoide está com problemas e envia mais TSH para estimulá-la. Esse estímulo provoca o crescimento anormal da tireoide.
Além do aumento no volume da tireoide, a deficiência de iodo pode causar outras alterações, como:
- problemas reprodutivos;
- alterações congênitas no feto;
- aborto;
- maior suscetibilidade à mortalidade infantil;
- hipotireoidismo;
- retardo mental;
- baixa aprendizagem;
- alterações no sistema nervoso;
- baixo crescimento;
- surdez e mudez.
Por esta razão, no Brasil, o sal é iodado. Assim, a principal fonte de iodo diariamente consumida passou a ser o sal de cozinha. Outros alimentos ricos em iodo são os peixes, mariscos, sardinha, atum, caranguejo, algas dentre outros.
Conheça alguns tipos de bócio e o que ele pode causar à sua saúde.
Tipos de bócio
Existem dois tipos de bócio: o difuso e o nodular. O difuso é quando toda a tireoide é afetada e aumenta de tamanho por inteiro. A causa pode estar associada tanto ao hipo quanto ao hipertireoidismo. Já o bócio nodular é a presença de um ou mais nódulos na tireoide, perceptíveis ou não exteriormente.
O bócio também pode ser classificado conforme os fatores de origem da doença, tais como:
Bócio endêmico
- causada pela deficiência de iodo.
Bócio esporádico
Este tipo é causado por:
- tireoidite de Hashimoto (pode ter hipotireoidismo);
- doença de Graves (pode ter hipertireoidismo);
- tireoidite pós-parto;
- drogas antitireoidianas, como o carbonato de lítio;
- tumores benignos ou malignos;
- infecções;
- doenças genéticas;
- tumores na hipófise, dentre outras causas.
Sintomas do bócio
O bócio pode ser percebido pelo volume no pescoço ou pelo desconforto na região ou ser assintomático. Quanto tem sintomas, eles variam conforme a alteração na glândula (hipo ou hipertireoidismo). As principais manifestações incluem:
- volume no pescoço (simétrico ou não);
- nódulo no pescoço (um ou mais) percebido na palpação;
- dificuldade para engolir;
- dificuldade para respirar;
- tosse frequente;
- rouquidão;
- dilatação das veias do pescoço;
- aceleração cardíaca;
- insônia;
- suor excessivo;
- olhos saltados;
- cansaço;
- sonolência;
- intestino preso (constipação);
- pulso lento, dentre outros sintomas.
O tratamento do bócio é focado na origem da doença. Por isso, o endocrinologista deverá investigar se o distúrbio apresenta hipo ou hipertireoidismo, ou mesmo lesões benignas ou malignas na tireoide. Quando a causa é a deficiência de iodo, será indicada a suplementação deste mineral para o controle de seus níveis no sangue.
Nos casos de suspeita de nódulos malignos, compressão da traqueia ou mesmo questões estéticas têm indicação cirúrgica. Quando assintomático, é feito o controle do bócio por meio de exames de ultrassonografia e avaliação clínica periódica.
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