Mais de sete milhões de brasileiros acima de 18 anos são diagnosticados com diabetes. O preocupante é que mais de 60% deles não sabem que estão com a doença.
Considerada uma disfunção metabólica crônica decorrente da deficiência de insulina, hormônio produzido pelo pâncreas, a doença tem duas causas principais: uma delas pode ser por fatores genéticos, o que caracteriza a diabetes tipo 1, e a outra é em decorrência de maus hábitos, como sedentarismo e dieta desequilibrada, com alto consumo de açúcar, o que leva ao tipo 2.
Neste post, você descobrirá alguns mitos e verdades relacionados a esta condição. Confira os 5 tópicos a seguir!
1. O tipo 1 é mais grave do que o tipo 2
Mito. Os dois tipos devem ser conduzidos com objetivo de estabelecer um bom controle glicêmico para evitar complicações. No tipo 1, o paciente deve, necessariamente, usar insulina todos os dias, o que leva as pessoas a acreditarem que é uma forma mais grave da doença.
Na verdade, o tratamento com insulina pode ser necessário em qualquer um dos tipos e isso não indica a gravidade do problema.
2. A pessoa diabética pode comer frutas à vontade
Mito. O consumo de frutas precisa ser controlado. Isso porque elas contêm um açúcar chamado frutose, que pode contribuir para o descontrole glicêmico no organismo. A recomendação, de forma geral, é que a pessoa coma, no máximo, quatro frutas ao dia, de tipos diferentes e em horários diversos.
3. Pacientes em tratamento podem ficar cegos
Mito. O quadro de cegueira só é atingido quando o diabético, muitas vezes sem saber da condição, não faz o controle dessa disfunção metabólica.
Quando não há cuidados na alimentação ou com a ingestão de medicamentos, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados durante muito tempo, provocando lesões progressivas na retina e nos vasos sanguíneos oculares, levando à visão embaçada, dificuldade para enxergar e, nos casos mais avançados, cegueira. Esse problema é chamado, cientificamente, de retinopatia diabética.
4. Pessoas diabéticas têm mais dificuldade na cicatrização de feridas
Verdade. O problema com a cicatrização é causado pela alteração das funções dos leucócitos, células responsáveis pela proteção do corpo. A hiperglicemia constante e mal controlada altera a função dos leucócitos aumentando o risco de sangramento e prejudicando os processos inflamatórios e de cicatrização.
Logo, mesmo em casos de um ferimento pequeno ou um corte mais superficial, é importante observar como a pele reage para evitar que se transforme em uma infecção e, dependendo da região acometida, ser necessária a amputação.
5. A diabetes não tem cura
Verdade. Mesmo com os avanços da medicina, ainda só é possível fazer o controle da doença, com aplicação ou ingestão de insulina.
Recentemente, o Conselho Federal de Medicina (CFM) reconheceu a indicação de cirurgia de redução do estômago para o controle da diabetes tipo 2 em paciente com obesidade de grau 1 (IMC entre 30 e 34,9 kg/m²), que não apresentavam efeitos positivos ao uso de medicamentos. O procedimento tem surtido efeito no aumento da produção de insulina pelo próprio corpo.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!


