A evolução tecnológica nos proporcionou diversos tipos de comodidades que acabaram nos tornando mais sedentários. Isso tem impactado nossa rotina física, além da alimentação, que também ficou prejudicada. A dislipidemia é uma das doenças cujos casos aumentaram em função dos maus hábitos alimentares da modernidade.
Conhece essa doença? Então, vamos abordar o tema e ajudar você a entender tudo sobre o assunto. Confira!
O que é dislipidemia?
É um patologia que tem como característica a constatação de uma elevada taxa nos níveis de gordura no sangue, principalmente de colesterol e/ou de triglicerídeos. A medicina diagnóstica desenvolveu exames que nos permitem verificar esse perfil lipídico no sangue. Dessa forma, podemos saber as taxas de colesterol-LDL, colesterol-HDL, triglicerídeos e demais dados sobre as gorduras num simples exame de sangue chamado lipidograma. É rápido e barato.
Os níveis desejáveis de LDL variam de acordo com cada pessoa. É necessário considerar o histórico familiar e a presença de fatores de risco para doenças cardiovasculares. Já o HDL precisa ser igual ou maior que 60 mg/dL para ser considerado normal. É importante saber que o colesterol é produzido pelo próprio corpo e é importante para o nosso organismo, pois ele precisa desse tipo de gordura para produzir a bile, os hormônios esteroides e também para realizar a metabolização das vitaminas lipossolúveis, dentre algumas de suas funções.
Quais são as causas?
Existem duas causas conhecidas para essa doença, classificadas como primária e secundária. A dislipidemia primária está relacionada à herança genética do paciente. Contudo, pessoas sedentárias que tenham maus hábitos alimentares podem também desenvolver esse tipo de dislipidemia.
Na dislipidemia secundária, a causa tem origem, na maioria dos casos, em outras patologias, como diabetes, hipotireoidismo, obesidade, insuficiência renal, doenças das vias biliares, síndrome nefrótica, síndrome de Cushing, anorexia nervosa e bulimia.
Outra causa para o tipo secundário é a utilização constante e desnecessária de medicamentos para tratamento de acne, assim como uso de diuréticos, β-bloqueadores, anticoncepcionais orais ou aqueles destinados à reposição hormonal ovariana.
Quais são os sintomas?
Dislipidemia só pode ser confirmada em sua fase inicial quando diagnosticada pelo exame de sangue contendo as taxas de colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos elevadas em conjunto ou individualmente.
No entanto, trata-se de uma doença assintomática. Isso quer dizer que não apresenta sintomas claros e específicos. Quando não é confirmada pelos exames, seus sinais só serão percebidos nos estágios mais avançados.
Nesses casos, a doença pode provocar angina, infarto do miocárdio, acidente vascular encefálico (derrame) e insuficiência vascular periférica.
Como é o tratamento?
Como já vimos, esse problema é causado por maus hábitos alimentares e um estilo de vida negativo. Assim, o tratamento passa por uma transformação do paciente no que diz respeito à sua rotina.
A mudança no estilo de vida e na alimentação são as principais formas de melhorar os níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue. Assim, é melhor optar pela ingestão de gorduras boas presentes em legumes, vegetais, abacate, peixes gordos, azeite de oliva, nozes, castanhas e amêndoas.
Nos quadros avançados, a abordagem pode ser o tratamento medicamentoso. Alguns fármacos auxiliam na redução do LDL ou do triglicerídeo.
Agora você já sabe tudo sobre dislipidemia que você precisa saber para evitá-la. Então, mãos à obra: adote hábitos saudáveis, tenha uma boa alimentação e pratique atividades físicas.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!

