Mais comum em mulheres com idade entre 20 e 40 anos, o hipertireoidismo é uma condição na qual a glândula tireoide é hiperativa e provoca aceleração de todo o organismo, devido ao excesso de produção de hormônios tireoidianos. No Brasil, há mais de 2,5 milhões de pessoas com o problema.
O que desregula essa glândula é a falta de iodo na dieta. Felizmente, o mineral passou a ser obrigatório no sal de cozinha e isso reduziu o número de casos provocados pela deficiência da substância.
Com o metabolismo acelerado, quem sofre com a disfunção tem um consumo de energia elevado. Para suprir essa constante demanda por “combustível”, o corpo começa a se desfazer dos estoques de gordura no tecido adiposo. Com isso, o indivíduo emagrece bastante e de forma rápida.
Existem alguns tipos de tratamento para o hipotireoidismo, mas antes de listá-los, é preciso entender o que é a tireoide e qual sua função no organismo. Confira!
Importância da tireoide para o organismo
É uma glândula em formato de borboleta que fica na região do pescoço e mede cerca de 5 centímetros. Seu funcionamento repercute em todo o organismo e interfere no ritmo dos órgãos.
A tireoide produz os hormônios triiodotironina (T3) e tiroxina (T4). Eles são levados por meio do sangue para todas as partes do corpo, onde regulam o metabolismo — maneira como usa e armazena energia. A liberação dos hormônios ocorre a partir de um comando da hipófise, estrutura localizada no cérebro.
No hipertireoidismo, há aumento da quantidade de T3 e T4 na corrente sanguínea, o que leva à aceleração de todo o organismo. O coração, por exemplo, fica agitado e bate mais rápido, o que favorece episódios de taquicardia.
Tratamentos para o hipertireoidismo
O tratamento para essa disfunção depende da causa da doença e da gravidade dos sintomas. Somente o especialista poderá definir a melhor estratégia para tratar o problema. Algumas terapias utilizadas são as seguintes:
- medicamentos antitireoidianos — diminuem a quantidade de hormônio tireoidianos. O mais utilizado é o metimazol;
- ingestão de iodo radioativo — esse tratamento cura o problema, mas, geralmente, leva à destruição permanente da glândula. É preciso fazer reposição com comprimidos de hormônios tireoidianos para o resto da vida para manter os níveis hormonais em quantidades equilibradas;
- cirurgia — a remoção cirúrgica é uma solução permanente, mas não a preferida, por causa do risco de danos às glândulas paratireoides, que controlam os níveis de cálcio no organismo, e também às cordas vocais. A cirurgia pode ser recomendada quando os medicamentos antitireoidianos ou a terapia com iodo radioativo não são apropriados;
- betabloqueadores — medicamentos, como o atenolol são utilizados nos casos de hipertireoidismo, mas não baixam os níveis de hormônio da tireoide. Eles podem controlar sintomas graves, como a frequência cardíaca acelerada, tremores e ansiedade.
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