Tireoidite é um termo que se refere à inflamação da tireoide. Já a tireoide é uma glândula localizada na parte anterior do pescoço, responsável pela produção de hormônios secretados no sangue. Tais substâncias fornecem energia para o organismo, além de ajudar no funcionamento normal do cérebro, coração, músculos, e outros órgãos. Um dos males que podem afetar o funcionamento normal da tireoide é a tireoidite de Hashimoto.
Essa disfunção é uma causa frequente de inflamação da tireoide, responsável pela baixa atividade da glândula, chamada de hipotireoidismo.
Este é um distúrbio auto-imune causando a inflamação crônica do órgão. Essa condição, geralmente, tem relação com o histórico familiar, já que costuma se desenvolver na mesma família. Mas também, pode ocorrer em resposta a uma inflamação de longa data na parede intestinal, o que ativa o sistema imune inato local (alteração do microbioma intestinal). Em consequência disso, os auto-anticorpos contra a tireoide produzidos vão agredir as células tireoidianas. Com o tempo, a glândula altera a sua capacidade de produzir hormônios. Ou fica hipoativa (hipotireoidismo), como dito acima, ou hiperativa (hipertireoidismo).
A tireoidite de Hashimoto ocorre mais comumente em mulheres jovens ou de meia idade, mas pode ser vista em qualquer faixa etária, podendo afetar homens e crianças, inclusive.
A seguir, você entenderá melhor a doença.
Sintomas do hipotireoidismo por tireoidite de Hashimoto
A tireoide é uma das primeiras glândulas a se desenvolver durante o período embrionário. Ela é responsável pelo crescimento e desenvolvimento de diversos órgãos no ser humano. O hormônio T3 (triiodotironina), nesta fase, desempenha importante função para o crescimento normal das células e dos órgãos.
No entanto, o hormônio T4 (Levotiroxina) representa cerca de 90% do que é secretado pela tireoide. No organismo, o T4 sofre metabolização e origina o T3, mas também parte dele desempenha papel semelhante ao T3. Porém, nos tecidos, ele origina T3 ativo e T3 inativo.
Quando a produção desses hormônios é baixa, o que ocorre no hipotireoidismo, o indivíduo pode perceber diversos sintomas.
Alguns deles incluem:
- lentidão mental;
- falhas de memória;
- cansaço frequente;
- pele seca
- quietude;
- sonolência;
- sensibilidade ao frio;
- circulação sanguínea lenta;
- pulso lento;
- batimentos cardíacos lentos;
- prisão de ventre (constipação);
- fraqueza muscular;
- menstruação irregular;
- queda de cabelo;
- ganho de peso;
- aumento do colesterol LDL;
- organismo mais sensível a infecções, dentre outros sintomas.
Diagnóstico e tratamento
Ao perceber alguns dos sintomas descritos acima, é importante que a pessoa busque a orientação de um endocrinologista com urgência. No exame clínico, é comum que o especialista descubra também a presença de bócio (tireoide aumentada) ou mesmo nódulo na tireoide.
A pessoa, com certa frequência, pode sentir dor ou sensibilidade na região do pescoço. Mas estes sinais muitas vezes não são levados em consideração como algo errado com a tireoide.
O diagnóstico definitivo da tireoidite de Hashimoto é feito com exames laboratoriais de sangue, que devem indicar alterações na concentração dos hormônios tireoidianos e marcador de sua função TSH, além dos anticorpos anti-TPO e anti-Tg. É muito importante avaliar o microbioma intestinal também.
O tratamento da doença é feito com o uso diário de levotiroxina, no caso de hipotireoidismo, que deve ser prescrita pelo médico. Esse medicamento simula o funcionamento da tireoide, regulando o produção hormonal no sangue. O uso deve ser feito pela manhã, sempre em jejum para que a ingestão de alimentos não interfira na absorção correta do fármaco. Paralelamente, tratar o microbioma intestinal, quando for o caso.
A tratamento da tireoidite de Hashimoto deve ser feito durante toda a vida ou não. Vai depender do caso.
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