Mais de 18% da população acima de 18 anos nas capitais brasileiras sofre com a obesidade. Esse é o dado apresentado pelo Ministério da Saúde, em 2018. O percentual é 60,2% maior que o coletado na primeira vez em que o trabalho foi realizado, no ano de 2006, quando essa parcela era de 11,8%.
Com base nos padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, uma pessoa é considerada obesa quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) está acima de 30. Esta condição de saúde é um problema muito além da aparência física. A obesidade é fator de risco para diversos problemas de saúde.
Entre as principais doenças estão:
- dislipidemia;
- diabetes;
- hipertensão;
- doenças cardiovasculares;
- doenças respiratórias.
Por isso, é mandatório que se faça o tratamento dessa doença. Uma das formas de se tratar a obesidade é o uso de medicamentos específicos. Outra é a própria cirurgia bariátrica nos casos extremos. Entretanto, a melhor forma de combater a obesidade é com a melhoria dos hábitos diários, adoção de uma alimentação saudável e a prática de exercícios físicos regulares. Estes são também alguns dos hábitos que ajudam a combater o sobrepeso.
Na verdade, existem alguns outros fatores prejudiciais para esse combate, mas que, por muitas vezes são negligenciados. Vamos ver alguns?
Erros no combate à obesidade
1. Negligenciar a prática de atividade física
Assim como na prevenção de outras doenças, o exercício físico é um dos principais aliados na luta contra a obesidade. Pessoas com diagnóstico de obesidade devem incluir, obrigatoriamente, uma rotina de exercício no seu dia a dia, se não houver contra-indicação. Pode ser aeróbica, como caminhadas, exercícios de fortalecimento, como a musculação, enfim precisa praticar exercício físico. A prática não só combate a obesidade, mas também ajuda no controle da síndrome metabólica, frequente nesse caso. Além disso, ajuda na redução de gordura no fígado.
2. Ignorar a quantidade de calorias ingeridas
Apesar da contagem de calorias não ser o ponto principal de uma educação alimentar, os obesos devem se atentar para não ingerir alimentos super calóricos que superem sua capacidade metabólica. Um acompanhamento endocrinológico o ajudará na orientação adequada levando em consideração sua individualidade metabólica. Além do mais, é importante o consumo de alimentos que possam suprir todas as necessidades do organismo, sem sobrecarregar nas calorias.
3. Não atentar ao consumo de gordura ruins e açúcares
Apesar dos resultados ruins dos exames laboratoriais e das doenças geradas, muitas pessoas com obesidade têm dificuldade de retirar a gordura trans e açúcar de sua dieta. Por isso um acompanhamento profissional é fundamental para que ela consiga fazer uma modificação alimentar positiva, e excluir esses alimentos “nocivos” da sua rotina.
4. Não controlar a ansiedade
Além do consumo excessivo de calorias vazias, a obesidade está diretamente ligada a questões emocionais. A principal delas é a ansiedade. Mas há outros fatores importantes como estresse, rotina desgastante, depressão e outros problemas de saúde. Nesses casos, além do acompanhamento médico, é fundamental que a pessoa também tenha um acompanhamento psicológico.
5. Substituir o apego à comida por outro hábito nocivo
Muitas pessoas, em sua luta pelo controle do peso, acabam por transferir o apego e, em alguns casos, dependência que tinham em relação à comida para outros hábitos de rotina também ruins. Por exemplo, fumo ou bebidas alcoólicas. Esse fenômeno ocorre principalmente com pessoas submetidas à cirurgia bariátrica e que não tiveram um bom acompanhamento multidisciplinar no processo.
6. Retomar aos mesmos erros após o emagrecimento
Fascinadas e encantadas com os resultados da cirurgia bariátrica ou de uma dieta milagrosa, porém ineficaz no longo prazo, muitas pessoas esquecem da importância da criação e manutenção de hábitos saudáveis para uma boa saúde. A mudança de peso é apenas temporária, se não houver uma mudança na mente e no comportamento.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!


