A medicina preventiva compreende um conjunto de ações que objetivam a prevenção de doenças e/ou complicações derivadas das enfermidades, durante o tratamento do paciente. É um trabalho de suma importância que deve ser realizado, com maior eficácia, pelo sistema público de saúde, rede privada e dentro de organizações empresariais (prevenção de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho).
Os 4 níveis da medicina preventiva
1. Primário: O primeiro nível compreende as ações básicas voltadas para evitar o desenvolvimento de uma doença. Na gravidez, por exemplo, a medicina preventiva age no sentido de evitar que o bebê nasça com problemas de saúde. Outro exemplo é a vacinação das crianças para evitar doenças como a paralisia infantil, sarampo, tuberculose.
2. Secundário: O segundo nível abrange o atendimento do paciente, no estágio inicial da doença, evitando o agravamento do quadro clínico. Por exemplo, o diagnóstico do câncer de mama em estágio inicial possibilita o tratamento imediato com excelente prognóstico.
3. Terciário: Na terceira fase, a medicina preventiva atua no sentido de atenuar os impactos de tratamentos médicos, como os efeitos colaterais da quimioterapia, por exemplo.
4. Quaternário: O quarto nível da medicina preventiva objetiva evitar procedimentos invasivos como as cirurgias, quando há outros meios de tratamento.
Benefícios da medicina preventiva
• Menor fluxo em pronto-socorro: Ao ampliar os investimentos na rede de atenção básica, é possível diminuir a demanda de pacientes em unidades de emergência. Muitas vezes, a população recorre ao pronto-socorro porque não encontra atendimento imediato em unidades básicas de saúde. Com isso, o pronto-socorro que deveria atender exclusivamente casos de urgência e emergência, faz o papel que caberia à rede primária.
• Melhoria do atendimento hospitalar: O sistema hospitalar, principalmente o público, não possui estrutura adequada para a demanda atual de pacientes. Não é à toa que muita gente espera meses até conseguir atendimento em centros de especialidades médicas, uma vaga para internação e cirurgia. À medida que aumentar os investimentos em saúde preventiva, haverá um fluxo menor de pacientes na rede hospitalar. Dessa forma, os hospitais terão mais condições para otimizar os atendimentos médicos.
• Redução da mortalidade infantil: Garantir atendimento integral a gestantes e recém-nascidos reduz os índices de mortalidade infantil, no primeiro ano de vida da criança. Para isso, é necessário oferecer à gestante pré-natal de qualidade, total assistência à gravidez de risco, mais vagas em UTI neonatal, apoio ao aleitamento materno e vacinação infantil. Com estas medidas, o país melhora indicadores de saúde.
• Mais qualidade de vida: A prioridade de medicina preventiva é evitar o surgimento de doenças em qualquer fase da vida. O resultado é a melhoria da qualidade de vida da população em geral. É um impacto muito positivo para medir o nível de desenvolvimento humano do país.
• Melhoria da produtividade: Ao prevenir doenças, é possível reduzir o absenteísmo, licenças médicas e aposentadorias por invalidez. Com saúde, a mão de obra é mais produtiva. Ponto positivo para a economia nacional.
• Mais felicidade: Isso mesmo. A medicina preventiva cuida de todos os campos que envolve a vida do paciente: físico, mental, emocional e espiritual. Faz a harmonização do ser que, uma vez expandido sua consciência, busca uma vida mais plena com mais saúde. Assim aumenta o coeficiente de felicidade do país.
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