Se você sente, há vários dias, cansaço físico e mental fora do comum, associado a outros sintomas como muita irritabilidade, perda de memória e dores no corpo, faça uma consulta médica. Esses sintomas mostram que há algo errado com a sua saúde. Os sinais são típicos da síndrome da fadiga crônica.
Ao contrário da fadiga comum, que pode ser resolvida com o descanso e algumas mudanças no estilo de vida, a síndrome da fadiga crônica não melhora com o repouso. Neste caso, a intervenção médica evita complicações mais sérias.
Sintomas da fadiga crônica
Para diagnosticar a síndrome da fadiga crônica, em geral são avaliados 8 sinais. Mas alguns pacientes podem apresentar outros tipos de sintomas, como irritabilidade constante, confusão mental e febre. Veja os principais sinais a seguir:
1. Dificuldade de concentração e memorização;
2. Inflamações persistentes na garganta;
3. Gânglios linfáticos do pescoço e axilas aumentados;
4. Dores musculares, sem motivo concreto;
5. Dores nas articulações, sem sinais aparentes como vermelhidão e inchaço;
6. Dores de cabeça frequentes;
7. Necessidade de dormir mais tempo;
8. Cansaço extremo, por mais de 24 horas, depois de algum esforço físico e/ou mental.
Causas da fadiga crônica
Não há uma causa específica para a síndrome da fadiga crônica, mas uma combinação de fatores, entre os quais o esgotamento físico e mental, estresse, infecções virais, baixa do sistema imunológico e desequilíbrio dos hormônios produzidos pela hipófise, hipotálamo e glândulas suprarrenais.
Os principais fatores de risco dessa doença são: a idade (atinge mais a população, na faixa etária entre os 40 e 50 anos); sexo (mulheres são mais propensas a sofrer a síndrome da fadiga crônica) e o estresse (em consequência da sobrecarga de trabalho, problemas familiares e pessoais).
Diagnóstico e tratamento da fadiga crônica
Não existe um exame específico para o diagnóstico da síndrome da fadiga crônica. O médico avalia o estado geral de saúde e solicita exames mais específicos para descartar outras doenças como disfunção da tireoide, diabetes, anemia, transtornos mentais e distúrbios do sono (apneia, insônia e síndrome das pernas inquietas).
Após obter os resultados dos exames, os relatos do paciente e a avaliação baseada nos principais sinais da síndrome da fadiga crônica possibilitarão fechar o diagnóstico.
O tratamento da síndrome de fadiga crônica poderá, a critério do médico, incluir medicamentos, terapia, mudanças alimentares, exercícios fisioterapêuticos leves e desintoxicação do organismo. Remédios podem ser indicados temporariamente para aliviar alguns sintomas como as dores, inflamações, dificuldade para dormir, ansiedade e depressão. Porém, o mais importante é retirar o excesso de toxinas do corpo e mente. Um médico experiente saberá conduzir este processo com você.
Prevenção da fadiga crônica
Como a maioria das doenças, a prevenção da síndrome da fadiga crônica depende de mudanças no estilo de vida, incluindo a alimentação saudável e atividades físicas regulares, orientadas por profissional. O exame geral de saúde ajuda a detectar doenças no estágio inicial, evitando o agravamento futuro.
É importante cuidar também da saúde mental, evitando a sobrecarga de atividades que possam levar ao estresse; e mais atenção com situações que estejam causando danos emocionais e psicológicos. Cultivar o estado de alegria e o bom humor ajudam muito a manter a leveza e serenidade no dia a dia.
A síndrome da fadiga crônica não surge repentinamente. Antes de chegar a este ponto, o corpo emite sinais que mostram a necessidade de cuidados com o corpo, a mente, o estado emocional e psicológico. Vale lembrar, por fim, que técnicas da medicina preventiva são grandes aliadas no processo de evitar desgastes físicos e emocionais, além de prevenir outras doenças.
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