Os distúrbios da tireoide são doenças ou alterações que acometem esta glândula. O problema é que ela é responsável pela regulação de muitos processos metabólicos de todo o corpo. Os hormônios liberados por ela, o T4 (tiroxina) e o T3 (triiodotironina), estimulam o metabolismo, gerando um conjunto de reações necessárias para assegurar os processos bioquímicos do organismo.
Os principais distúrbios da tireoide são o hipotireoidismo (baixa ou nenhuma produção de hormônios T4 e T3) e o hipertireoidismo (produção excessiva desses hormônios). Esses distúrbios incidem mais frequentemente nas mulheres do que nos homens.
As causas das doenças da tireoide variam de acordo com o distúrbio, como abaixo.
Hipotireoidismo
- Tireoidite de Hashimoto – uma doença autoimune que provoca a redução gradativa da glândula e pode ter característica genética;
- falta ou excesso de iodo na dieta.
Hipertireoidismo
- doença de Graves – distúrbio hereditário, caracterizado pela presença de um anticorpo no sangue que estimula a produção excessiva de hormônios da tireoide;
- bócio com nódulos que produzem hormônios tireoidianos sem a interferência do TSH (hormônio produzido pela hipófise).
Então, os problemas na tireoide podem ter influência genética ou não. Por isso, pessoas que possuem casos na família e que apresentam os sintomas dos distúrbios, devem procurar ajuda de um endocrinologista.
Sintomas dos distúrbios na tireoide
Assim como as causas, os sintomas variam de acordo com o distúrbio desenvolvido. Os principais sintomas de hipertireoidismo (quando o corpo produz muitos hormônios da tireoide) são:
- perda de peso resultante da queima de músculos e proteínas;
- aumento do apetite;
- aumento da frequência cardíaca, palpitações cardíacas, aumento da pressão arterial, nervosismo e transpiração excessiva;
- intolerância ao calor;
- intestino solto;
- olhos saltados;
- fraqueza muscular;
- mãos trêmulas;
- desenvolvimento de bócio (aumento do volume do pescoço – “papo”);
- alteração dos ciclos menstruais e fertilidade.
Já no hipotireoidismo (quando o corpo produz menor quantidade de hormônios tireoidianos), os principais sintomas são:
- letargia;
- processos mentais mais lentos;
- depressão;
- adinamia (falta de iniciativa);
- frequência cardíaca reduzida;
- aumento da sensibilidade ao frio;
- formigamento ou dormência nas mãos;
- desenvolvimento de bócio;
- intestino preso;
- alterações menstruais;
- alteração da libido.
Diagnóstico e tratamento
O principal exame para o diagnóstico de doenças tireoidianas é a dosagem do hormônio TSH, produzido pela hipófise, e dos hormônios T3 e T4, produzidos pela tireoide. Níveis elevados de TSH e baixos dos hormônios da tireoide caracterizam o hipotireoidismo. TSH baixo e alta dosagem de hormônios da tireoide caracterizam o hipertireoidismo. Se necessário, o médico poderá solicitar um exame de imagem, para investigar o tamanho e a presença de nódulos na tireoide.
O tratamento dependerá do tipo de disfunção e inclui a reposição do hormônio tireoidiano, iodoterapia ou cirurgia. Também é importante adequar os níveis sanguíneos de selênio, cobre, zinco e iodo. O mais importante é continuar o acompanhamento médico, realizando exames periódicos e adotando hábitos saudáveis, que também contribuem para a melhoria dos sintomas.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!


