Síndrome Metabólica: Como Conviver Com o Problema?

Síndrome metabólica: como conviver com o problema?
Dra. Aidalina do Nascimento Costa
Dra. Aidalina do Nascimento Costa

Endocrinologia e Metabologia CRM-AM: 2422
Nutrição CRN-AM: 15028

A síndrome metabólica é identificada pelo conjunto de fatores de risco capazes de influenciar no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como infarto e derrames cerebrais, por exemplo.

E o que é síndrome metabólica?

Esta síndrome tem como base fisiopatológica a resistência à ação da insulina, principalmente no fígado e no músculo. Como a insulina não consegue entrar no fígado para modular a síntese de glicose, o fígado continua a produzir a glicose. O resultado é o descontrole na produção de glicose no fígado e mais produção de insulina no pâncreas. Logo, tanto a glicose, quanto a insulina aumentam no sangue. É aí que começa o problema. Porque a insulina aumentada no sangue por muito tempo vai causar um estado de inflamação de baixo grau crônica.  E a glicose já em nível de 100 mg/dl de forma contínua faz o processo de glicação das proteínas nos tecidos orgânicos, aumentando mais ainda essa inflamação. Em consequência disso, o organismo todo fica inflamado, mas a pessoa não sente nada, até que de fato ocorra uma doença.

Fatores associados à síndrome metabólica

Os fatores mais importantes são a obesidade, o sedentarismo, a alimentação inadequada com excesso de alimentos industrializados, estresse crônico.

Além disso, algumas situações que podem ocorrer devido a esta síndrome são:

  • diabetes
  • níveis altos de colesterol LDL oxidado;
  • hipertensão arterial;
  • triglicerídeos aumentados;
  • ácido úrico elevado;
  • outros processos inflamatórios;
  • alterações na coagulação;
  • ovários policísticos.

Também é importante salientar que essa alteração metabólica tende a se manifestar inicialmente na idade adulta. Mas, com o envelhecimento, só intensifica nos órgãos o efeito nocivo dessa insulina elevada. Por isso, os diagnósticos a partir dos 50 anos de idade são duas vezes mais frequentes do que em pacientes com 30 ou 40 anos, em homens e mulheres. Independentemente do sexo, esse quadro precisa da sua atenção, assim como do tratamento médico, se você quer um envelhecimento com saúde.

Como resolver a síndrome metabólica?

1.Busque o diagnóstico

O primeiro passo é o diagnóstico adequado. Exames laboratoriais e avaliação clínica definem o quadro.

Clinicamente, para ser confirmada a síndrome metabólica, é preciso haver a associação entre, no mínimo três, dos seguintes fatores:

  • glicemia em jejum de 100 a 125 ou glicemia após a ingestão de glicose marcando entre 140 e 200;
  • valores baixos de HDL-colesterol ou altos de LDL-colesterol;
  • obesidade (principalmente circunferência abdominal elevada);
  • alterações nos marcadores de proteína C-reativa;
  • elevação do nível de triglicerídeos;
  • nível alto de ácido úrico.

2.Inicie o tratamento e resolva essa questão na sua vida

A base do tratamento é a modificação do estilo de vida. Porque essa é uma alteração metabólica adquirida, principalmente, pelo estilo de vida adoecedor durante muito tempo. Então, é indispensável adotar medidas como prática regular de exercícios, alimentação antiinflamatória, normalização do peso corporal, gerenciamento do estresse, regularizar o padrão de sono, normalizar o funcionamento do intestino e por aí seguem as mudanças. No caso de fatores de risco graves, como a hipertensão arterial, a dislipidemia e até mesmo a insulina elevada, o tratamento farmacológico pode ser necessário.

Lembre-se de que a automedicação é contraindicada em qualquer situação, seja para a redução do peso ou para controlar a pressão arterial. Somente o especialista pode fazer orientação em relação ao tipo, à dosagem e à duração do tratamento medicamentoso, caso haja indicação para tal uso.

Para completar, evite hábitos nocivos, como fumar e beber bebida alcóolica. Eles agravam os quadros de síndrome metabólica. Tenha em mente que até mesmo as pequenas mudanças podem fazer uma enorme diferença em seu bem-estar, qualidade de vida e longevidade, já que hábitos saudáveis ajudam diretamente na prevenção de doenças.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!

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