O pé diabético é uma das principais complicações que podem acometer uma pessoa com diabetes não controlada. Ocorre em consequência de problemas circulatórios, infecções e lesões nos membros inferiores. Realmente é uma situação bem temida pela frequência com que ocorre.
Só para você ter ideia, uma em cada quatro pessoas com diabetes pode apresentar problemas nos pés durante a vida. Isso inclui alterações como polineuropatia, deformidades e formação de úlceras. Na maioria dos casos, essas alterações precedem as amputações nos casos mais graves.
Quer saber um pouco mais sobre esse assunto? Vamos lá, é importante você aprender como prevenir essa complicação.
O que é pé diabético?
Como o próprio nome sugere, o pé diabético é uma condição patológica que atinge os pés das pessoas com diabetes. Entre suas principais características, estão as infecções e as feridas de difícil cicatrização. Se não for tratado adequadamente, o pé diabético pode demandar amputação. Por isso, é tão importante cuidar diariamente dos pés.
Quais são os sintomas?
Na verdade, muito tempo antes o corpo dá vários sinais de que algo não vai bem. Se você continuar com as glicemias elevadas, aí sim pode ocorrer o pior. Então, fique atento para as manifestações típicas de pé diabético. Aqui estão, formigamento, dores locais, perda de sensibilidade, queimação nas pernas e pés, sensação de receber agulhadas, dormência na região, fraqueza nas pernas, formação de úlceras, deformidades. O incômodo geralmente piora à noite, quando a pessoa deita.
Em muitos casos, os sinais só são percebidos em estágio avançado, quando a ferida e infecção se intensificam. Nessa etapa, o tratamento é mais complexo e as respostas ao tratamento nem sempre são satisfatórias por causa dos problemas de circulação nos membros inferiores.
Como prevenir?
Todo diabético deve examinar os pés diariamente, sempre em um local bem iluminado. Se não for possível fazer isso sozinho por alguma limitação física, é importante pedir ajuda para checar se há cortes, frieira, lesões, calos, feridas abertas, rachaduras ou mudança na cor dos pés. O espelho pode ser útil nessa verificação. Também é importante que, nas consultas médicas, o profissional examine cuidadosamente seus pés. Contudo, a prevenção mais certa é manter a glicose em valores normais no sangue. Assim, você vai prevenir também problemas de circulação sanguínea. Afinal, é na circulação onde todo esse processo começa.
Como cuidar dos pés?
Medidas simples de cuidado diário ajudam a prevenir essa complicação. Sendo assim, vamos enumerar algumas atitudes para o seu dia-a-dia:
- é importante manter os pés limpos e secos
- evitar o uso de água quente para impedir queimaduras e lesões
- secar a área dos pés com toalha higienizada e macia
- não esfregar a pele
- hidratar a região, mas não passar cremes ao redor das unhas e entre os dedos.
- usar meias de algodão e sem costura
- cortar as unhas com alicate apropriado ou tesoura de ponta arredondada
- não andar descalço e sempre usar calçados confortáveis e, preferencialmente fechados
Quais os tratamentos?
Indubitavelmente, o tratamento para pé diabético é determinado pelo médico. Vai depender da situação em que se encontra os pés, além do controle glicêmico. Pode variar entre tratamento clínico ao cirúrgico. Porém, geralmente a abordagem terapêutica inclui múltiplas técnicas e metodologias voltadas para a educação preventiva. Nesse processo estão o controle das infecções e a reabilitação global do organismo. As cirurgias podem ser consideradas como último recurso, a depender de cada caso. Não existe um padrão único no tratamento do pé diabético. Cada caso vai receber o cuidado certo pelo profissional, seja clínico, seja cirúrgico.
Quer saber mais sobre pé diabético? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como


