Alimentação e Longevidade: Entenda a Relação

Alimentação e longevidade: entenda a relação
Dra. Aidalina do Nascimento Costa
Dra. Aidalina do Nascimento Costa

Endocrinologia e Metabologia CRM-AM: 2422
Nutrição CRN-AM: 15028

A função dos alimentos é fornecer nutrientes e energia ao organismo. Por isso, a qualidade da alimentação é fundamental para o bom desempenho do metabolismo e a manutenção da saúde física e mental. Já ouviu a expressão “somos o que comemos”? De fato, é verdade que as nossas escolhas alimentares têm consequências diretas no nosso organismo, o que só ressalta a importância de comer bem e saudavelmente.

Uma dieta rica em gordura ruim, açúcares, sódio, conservantes, corantes, acidulantes e tantos produtos químicos que nem sabemos o que é, tem grandes probabilidades de desencadear uma série de problemas de saúde, doenças crônicas e degenerativas, tais como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, renais, câncer, doenças autoimunes, doença de Parkinson, Alzheimer, obesidade e demências. Só pra citar as mais frequentes.

Quando ampliamos o olhar, fica simples entender qual a relação existente entre o que comemos e a longevidade, não é mesmo? A alimentação balanceada, com as doses adequadas de proteínas, carboidratos, gorduras boas, vitaminas, sais minerais e aminoácidos traz todos os benefícios à saúde e evita o envelhecimento precoce. Pode acreditar! Alimentação e longevidade andam juntas.

Como manter uma alimentação saudável?

O caminho mais efetivo é aprender a se alimentar. Isso mesmo, auto-educação alimentar de qualidade. Desenvolver a consciência alimentar, ou seja, escolher alimentos que são importantes para a nutrição do organismo. A ideia é reeducar o paladar para outros sabores e transformar, efetivamente, o estilo de vida. Mesmo quando é necessário fazer refeições fora de casa, é possível optar por um cardápio mais saudável. O conhecimento dá essa confiança na hora de escolher o alimento.

Nesse cenário, é claro que a dieta saudável prima pelos alimentos naturais, a exemplo de frutas, legumes, hortaliças, grãos, sementes, carnes, leites vegetais e ovos, preferencialmente os produtos orgânicos. Os produtos industrializados ficam bem reduzidos (apenas 10% do que você come). O importante é reduzir gradativamente, no dia a dia, o consumo de produtos como refrigerantes, embutidos, produtos feitos com trigo refinado como massas biscoitos, doces, por exemplo. Até que consiga retirar totalmente.

Alimentos que aumentam a longevidade

  • Alimentos ricos em vitaminas C, E, B6, cálcio, magnésio, potássio, ácido fólico e fósforo melhoram as defesas do organismo, possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que combatem os radicais livres, causadores do envelhecimento precoce.
  • Hortaliças, legumes e frutas fornecem fibras que regulam o funcionamento do intestino e ajudam a reduzir o colesterol ruim. As frutas cítricas, por exemplo, contêm vitamina C, potássio e ácido fólico, que fortalecem o sistema imunológico e são antioxidantes, ou seja, previnem o envelhecimento celular. A batata doce é rica em fibras e antioxidantes. Esse alimento fornece carboidratos de baixo índice glicêmico, que não elevam a produção de insulina.
  • O ômega-3 é uma substância excelente para o organismo. De fato, ela regula os níveis de colesterol e triglicérides do sangue, o que é importante na prevenção de doenças cardiovasculares. O ômega-3 também combate inflamações, equilibra os hormônios e melhora a memória. É excelente alimento para o cérebro.
  • As oleaginosas, como a castanha de caju, nozes, avelã, amêndoas, castanha-do-pará são ricas em fibras e gorduras “boas”, além de conter vitaminas e minerais, que atuam na prevenção de doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer.
  • Que tal uma taça de vinho tinto ao dia? Melhor mesmo é comer a uva preta, rica em polifenóis, substâncias que ajudam a manter as artérias desobstruídas, prevenindo, assim, doenças como a aterosclerose. Excelente antioxidante. Mas se preferir vinho tinto, não vale passar da medida (uma taça por semana é suficiente) nem encher o prato com massas de trigo e gorduras ruins! Ao invés de exagerar no vinho, coma porções diárias de frutas vermelhas como uvas, amoras, jabuticaba e maçã (comer com a casca).

Caso sinta dificuldade para definir um cardápio balanceado, busque ajuda médica. Fazer um check-up geral do estado de saúde é importante para identificar carências nutricionais, além dos níveis de glicemia, colesterol, triglicérides, anemia, hormônios da tireoide, perfil hormonal geral entre outras disfunções do organismo. Essas informações são importantes para definir um cardápio que corresponda às suas necessidades nutricionais e previna o surgimento de doenças. E, acima de tudo, melhore sua saúde e aumente sua longevidade.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como endocrinologista em Manaus!

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