Tire Suas Dúvidas Sobre a Bomba de Insulina

Tire suas dúvidas sobre a bomba de insulina
Dra. Aidalina do Nascimento Costa
Dra. Aidalina do Nascimento Costa

Endocrinologia e Metabologia CRM-AM: 2422
Nutrição CRN-AM: 15028

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e é responsável pelo controle da glicose no sangue. Quando o pâncreas não o produz, ou o faz em quantidade insuficiente, ou ainda quando o corpo desenvolve resistência à sua ação, a pessoa é levada a uma condição chamada hiperglicemia. Você conhece essa condição como excesso de açúcar no sangue.

Por sua vez, esse excesso de açúcar pode provocar diversos problemas sérios ao organismo. Quando atinge nível acima de 126 mg/dl no exame de sangue em jejum mais de uma vez, caracteriza o diabetes. Há vários tipos de diabetes, mas os mais comuns são o tipo 1 e o tipo 2.

No caso do diabetes tipo 2, o tratamento consiste em propor ao paciente uma mudança de hábitos alimentares e físicos. Isso engloba o controle do peso, da pressão arterial e da glicemia, ou seja, o nível de glicose no sangue. O tratamento é complementado com medicação antidiabética.

Não obstante, há situações em que somente essas medidas não são suficientes para controlar a glicemia. É o caso do diabetes tipo 1. Ao contrário do diabetes tipo 2, no tipo 1 o pâncreas não produz insulina. Por essa razão, para evitar as complicações da hiperglicemia, que podem levar a pessoa à morte, é preciso recorrer à injeções diárias de insulinas diferentes, que são aplicadas antes das refeições principais.

Apesar disso, há casos em que a pessoa com tipo 1 não consegue controlar a sua glicose dentro dos padrões normais. Mesmo aplicando cinco a seis doses de insulina por dia. Nessas situações, uma solução é usar a bomba de insulina. Contudo, cerca de 7 a 10% dos diabéticos tipo 1 necessitam realmente de bomba de insulina.   

Bomba de insulina

Então, podemos dizer que este é uma recurso excelente para o diabetes tipo 1 de difícil controle glicêmico. A bomba de insulina é um aparelho eletrônico portátil, que promove o fluxo do hormônio durante 24 horas por dia. Ela é regulável, adequando-se à necessidade de insulina momentânea da pessoa.  Ao mesmo tempo é de fácil manejo, e o fabricante e o serviço que atende a pessoa dá todo o suporte.  

O seu médico programa a bomba de acordo com a quantidade a ser liberada no organismo ao longo do dia. É importante saber que esses ajustes são feitos com base nos valores de glicose. Nesse caso, precisa dosá-la no glicosímetro, aparelho que mede a glicemia. Para isso é também levado em conta as sessões de exercícios físicos e a ingestão de alimentos. Em especial a quantidade de carboidratos que costuma ser ingerida ao longo do dia, ou seja, a contagem de carboidrato.

Mesmo que possa parecer estranho, o incômodo inicial não costuma durar muito. E melhor, com o tempo, a pessoa se acostuma e não limita sua vida por causa da bamba. Assim, passa a ter uma vida mais livre, sem se preocupar em levar o seu kit de insulina manual pra onde for. 

Cuidados com a bomba

  • A pessoa recebe treinamento de um profissional para aprender a usar a bomba;
  • A agulha do aparelho deve ser trocada a cada dois ou três dias;
  • A bomba não é à prova d’água. Assim, o contato com líquidos deve ser evitado, pois pode provocar danos ao equipamento;
  • Fazendo o ajuste recomendado na dose, a pessoa pode praticar atividades físicas com a bomba, mas ela deve ser retirada em caso de esportes de contato, como basquete, futebol e lutas;
  • Deve-se mudar o local da aplicação a cada três dias e manter o local bem higienizado;
  • A insulina deve estar em temperatura ambiente no momento da aplicação, caso contrário pode ocorrer a formação de bolhas, que atrapalham o fluxo do cartucho ao corpo da pessoa.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus.

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