Antes de aprofundar o tema deste artigo, convém esclarecer uma possível dúvida. O diabetes tipo 2 é aquele decorrente principalmente dos fatores externos, ligados ao ambiente e ao estilo de vida. Ao contrário do tipo 1, que ocorre pela incapacidade do pâncreas de produzir insulina.
A insulina é um hormônio que tem função primordial no processo metabólico. A principal é a de levar a glicose para o interior das células, provendo-as de energia. Quando a produção de insulina é insuficiente ou o organismo desenvolve resistência à sua ação, pode ocorrer um quadro de diabetes. Chamamos a isso de excesso de açúcar no sangue. E a razão mais frequente é o consumo exagerado de carboidratos, principalmente o açúcar.
Os carboidratos são fundamentais para gerar energia para o corpo, por meio dos processos metabólicos da glicose. O problema é a quantidade e o tipo ingeridos por longo período da vida. Quando eles são consumidos em excesso, o corpo tende a armazenar o excesso de energia formado. O problema é quando armazena também nas células adiposas. Essa é uma das razões para o ganho de peso, por exemplo. Além de ser um dos fatores de risco para o diabetes tipo 2.
Isso ocorre no momento em que o corpo não consegue controlar o excesso de açúcar no sangue. O resultado é um quadro de hiperglicemia. Dependendo do percentual de glicose na corrente sanguínea, pode caracterizar o diabetes.
Essa doença tem como principais fatores de risco a idade acima de 45 anos, o sobrepeso e a obesidade. Há também fatores genéticos, sedentarismo, baixos níveis de HDL, hipertensão, taxa de triglicerídeos elevada e consumo excessivo de álcool.
Sintomas de diabetes
É preciso muito cuidado com os sintomas, pois a hiperglicemia pode não deflagrar sinais muito visíveis no início. Por isso, é preciso estar atento aos fatores de risco, como obesidade e hipertensão, além da idade, visitando regularmente o médico e monitorando a saúde.
Os sintomas mais comuns são a vontade constante de urinar e a sensação sistemática de sede. Além disso, a pessoa apresenta outros sinais, por exemplo, muita fome, formigamento nos pés, dificuldade de cicatrização das feridas, infecções nos rins, na pele e na bexiga, alterações visuais e cansaço.
Diante desses sintomas, você deve procurar um médico para fazer o diagnóstico e imediatamente iniciar o tratamento. Na maioria das vezes, é feito adequando sua alimentação para depois iniciar um antidiabético oral, se preciso for.
Hábitos de vida
Tanto no tratamento quanto na prevenção, estão presentes duas variáveis básicas: exercícios físicos e alimentação equilibrada.
Os exercícios físicos ajudam a promover a queima de energia, controlando fatores, como obesidade e hipertensão. Favorece, ainda, a integridade do sistema cardiovascular.
Já a alimentação deve ser equilibrada e natural. Produtos industrializados são os maiores portadores de açúcares, principalmente os refrigerantes, doces e pães brancos. Aquela pessoa que quer prevenir a doença, deve combinar em sua dieta frutas, legumes, verduras, grãos, proteína animal e mesmo as gorduras boas, que têm papel importante no organismo. São exemplos de gorduras boas as presentes no azeite de oliva cru, em frutas como o abacate, nozes e castanha-do-pará.
É essencial que o tratamento do diabetes conte com o apoio de um nutricionista. Esse profissional orienta a montagem de sua dieta adequada. Seguindo as duas premissas — alimentação saudável e exercícios físicos — terá todas as condições para uma vida normal, apesar de se tratar de uma doença crônica.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus.


