O hiperparatireoidismo é uma condição que ocorre quando o hormônio “paratormônio” ou PTH, responsável por equilibrar os níveis de vitamina D, cálcio e fósforo nos tecidos e na circulação sanguínea, está em excesso no organismo.
Existem quatro glândulas responsáveis pela produção deste hormônio. Elas estão localizadas atrás da tiroide, que por sua vez, fica no pescoço. São as glândulas Paratireoides.
Foi descrito a primeira vez por Albright e Reifenstein na década de 1930.
Existem dois tipos de hiperparatireoidismo: o primário e o secundário.
O hiperparatireoidismo primário, ocorre quando o excesso de produção do hormônio tem causa relacionada à glândula; já o secundário é causado por alguma doença até então “escondida”, que provoca trabalho em excesso nas glândulas.
A seguir, confira mais sobre as causas, sintomas e tratamentos da condição.
Causas de hiperparatireoidismo
O hiperparatireoidismo primário ocorre quando uma ou mais glândulas paratireoides, responsáveis pela produção de paratormônio (PTH), trabalham mais do que deveriam – o que resulta em acúmulo de cálcio na corrente sanguínea, redução de fósforo e elevada síntese de vitamina D ativada. O resultado é a perda de osso acelerada.
Geralmente, suas causas são:
- Hiperplasia das paratireoides (fenômeno que leva ao crescimento exagerado das glândulas);
- Surgimento de adenomas (tumores benignos) em uma ou mais glândulas;
- Tumores malignos (casos mais raros).
Já o hiperparatireoidismo secundário ocorre quando há diminuição nas taxas de cálcio na corrente sanguínea, o que faz com que as glândulas produzam mais paratormônio na tentativa de reparar o problema. Este, por sua vez, pode ser causado por:
- Severas deficiências de cálcio: que podem ser causadas, por exemplo, por uma síndrome de má absorção do mineral;
- Severas deficiências de vitamina D no organismo: visto que ela é responsável pela absorção e manutenção do cálcio no intestino e no sangue;
- Insuficiência renal do tipo crônica.
Quais são os sintomas?
A condição, na grande maioria dos casos, é diagnosticada antes mesmo da manifestação dos sintomas, que podem ser:
- Dor nas articulações e ossos;
- Fraqueza e/ou fadiga;
- Depressão.
Outros sinais de hiperparatireoidismo são:
- Cálculo renal;
- Hipertensão arterial;
- Osteoporose, ou seja, maior fragilidade dos ossos que resulta em fraturas e quebras;
- Insônia;
- Apatia;
- Esquecimentos frequentes;
- Fraqueza muscular;
- Irritabilidade;
- Desconforto ou Dores na região abdominal;
- Vômitos e náuseas;
- Perda de apetite;
- Sede em excesso;
- Urina muitas vezes.
Na maioria das vezes a pessoa não apresenta sintomas.
Tratamentos para a condição
A escolha do melhor tratamento vai depender tanto dos sintomas quanto da classificação da doença.
A cirurgia que retira a glândula afetada (que produz mais hormônio do que o necessário) é o mais comum tratamento para a condição do tipo primário. A cura, neste caso, é garantida para mais de 95% das ocorrências.
A cirurgia é simples (feita com anestesia local e pequenas incisões) e o paciente geralmente tem alta no mesmo dia.
Outros casos de hiperparatireoidismo podem ser curados com medicamentos. São eles:
- Medicamentos de reposição hormonal: para aumentar a retenção de cálcio no osso em mulheres que já entraram na menopausa;
- Calcimiméticos: medicamentos que, ao imitarem o cálcio no sangue, fazem com que a glândula afetada passe a liberar paratormônio em menor quantidade;
- Bisfosfonatos: medicamentos que amenizam a osteoporose ao prevenirem a perda do mineral nos ossos.
Agora você já conhece mais sobre o hiperparatireoidismo, assim como suas causas, sintomas e tratamentos. Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus.
Bibliografia:
Coronho, V.; Petroianu, A.; Santana, E. M.; Pimenta, L. G. Tratado de Endocrinologia e Cirurgia Endócrina. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara/Koogan, 2001.
Vilar, L. et al. Endocrinologia Clínica. 6ª ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara/Koogan, 2017.


