As vitaminas são essenciais para o bom funcionamento de nosso organismo. Hoje, elas podem ser encontradas em uma variedade muito grande produtos e fórmulas diferentes nas farmácias. A indústria alimentícia, volta e meia, realiza algumas adições aos alimentos. Porém, é preciso saber que, quando ingeridas em excesso, as vitaminas podem causar uma condição chamada de hipervitaminose.

O que é a Hipervitaminose?

Também conhecida como “envenenamento” por vitaminas, a hipervitaminose surge quando a pessoa consome níveis muito altos de vitaminas, sendo a principal consequência a intoxicação. O quadro clínico, obviamente, dependerá do tipo, quantidade e tempo que a substância foi ingerida.

Porém os quadros mais graves estão relacionados com grandes quantidades de vitamina A e D, porque podem se acumular no organismo. Felizmente é raro isso acontecer. O problema não acontece com outras vitaminas, pois, normalmente, são eliminadas do corpo, caso não sejam utilizadas no metabolismo.

Quais são os perigos?

Quando a hipervitaminose é por conta da vitamina A, os perigos envolvem a intoxicação crônica que leva a uma série de sintomas, tais como, cabelo áspero e escasso, rachaduras nos lábios, queda parcial das sobrancelhas e pele seca.

Fraqueza, hipertensão e dores de cabeça intensa também podem afetar a pessoa.

Caso o problema esteja ocorrendo com uma criança, pode haver aumento do tamanho do baço e do fígado, além de dores articulares.

Os perigos relacionados ao excesso de vitamina D no organismo podem levar a problemas nos rins, fragilidade dos tecidos e até danos aos ossos.  A questão chave aqui é o fato de os sintomas aparecerem após meses da administração de doses excessivamente elevadas de forma desnecessária.

Além da importante ação antioxidante da vitamina E, há também um papel importante nos processos anticoagulantes no corpo. Por isso, quando os níveis são muito elevados, pode ter uma relação direta com riscos maiores de sangramentos excessivos. A hipervitaminose E também promove o aumento dos níveis de triglicerídeos e reduz a produção de hormônios da tireoide.

Muito raramente, a hipervitaminose K1 também pode ocorrer. No caso de haver uma suplementação excessiva, os sinais apresentados podem envolver anemia hemolítica e doenças hepáticas. Nas crianças, a atenção precisa ser ainda maior, pois existe a possibilidade de que danos cerebrais sejam provocados.

A título de curiosidade, a vitamina K tem seus níveis no organismo a partir não só da ingesta alimentar, mas também da produção oriunda de bactérias intestinais.

Como evitar a hipervitaminose?

A prevenção da hipervitamose passa por dois pontos fundamentais. O primeiro, são os cuidados com a alimentação equilibrada e, o segundo, uma rotina de acompanhamento com o especialista.

O maior problema dessa condição é que, em alguns casos, podem ser confundidas com outros doenças ou ainda, ter sintomas diferentes de acordo com a pessoa.

Além disso, é preciso considerar que, nem todas as vitaminas quando consumidas em excesso, são tóxicas. Esse é o caso das vitaminas do complexo B e C.

As pessoas que precisam estar mais atentas com a hipervitaminose são aquelas que têm histórico de quedas e fraturas, lactantes, gestantes, idosos, doenças renais, doenças inflamatórias, doenças autoimunes e síndromes de má absorção, seja clínica ou após a realização de alguma cirurgia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como  endocrinologista em Manaus!